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Médico alerta para riscos à saúde no verão 2026

Profissional explica como as altas temperaturas e as chuvas intensas podem afetar o corpo e orienta formas simples de prevenção

calor corpo humano
Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O verão 2026 no Brasil promete ir além do calor típico da estação. Previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam a presença simultânea entre ondas de calor mais fortes e períodos de chuva acima da média em várias regiões do país. Tal combinação deve criar um cenário de extremos climáticos que impactam diretamente o funcionamento do corpo humano.

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Embora muitas pessoas associem esse período apenas a desconforto, o diretor médico da Nova Saúde, Armindo Matheus, alerta que o excesso de calor e umidade pode desencadear problemas de saúde que vão de sintomas leves a quadros graves, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

“O corpo humano funciona como um sistema delicado de equilíbrio. Quando o calor é muito intenso, ou quando temos umidade e chuvas constantes, esse equilíbrio se rompe com facilidade, e isso pode gerar desde mal-estar leve até quadros graves, especialmente em pessoas vulneráveis”, explica o médico.

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Durante ondas de calor, o organismo perde água mais rápido, o sistema cardiovascular trabalha sob pressão e a temperatura interna aumenta, podendo levar a desidratação, tontura, alteração da pressão arterial, exaustão e até desmaios. Já em períodos chuvosos, há maior circulação de vírus, contaminação de água, aumento de arboviroses e risco de infecções respiratórias.

O problema é que, muitas vezes, os sinais são sutis e passam despercebidos. “Um pouco de dor de cabeça, urina mais escura, cansaço fora do comum… muita gente ignora, achando que é só cansaço do dia a dia. Mas esses sinais mostram que o corpo está pedindo ajuda. Quanto mais cedo a pessoa se hidrata, se protege do sol e reorganiza sua rotina, menor a chance de desenvolver algo mais sério”, afirma Dr. Armindo.

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Grupos mais vulneráveis: idosos e crianças sentem primeiro

Entre todos os impactos do calor e da umidade, idosos e crianças merecem atenção especial, e não apenas porque são mais sensíveis às variações climáticas, como o especialista detalha:

“O corpo das crianças ainda está em desenvolvimento e não consegue regular a temperatura com a mesma eficiência de um adulto. Já os idosos, por terem menor reserva hídrica e, muitas vezes, doenças associadas, desidratam mais rápido e percebem os sintomas mais tarde. Com eles, a prevenção precisa ser ainda mais rígida.”

corpo humano
Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em ambos os grupos, sinais como irritabilidade, sonolência excessiva, choro sem motivo, cansaço extremo e pouca urina podem indicar que o organismo já está entrando em sobrecarga.

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O corpo sente o calor antes de você perceber

Quando a temperatura sobe demais, o organismo precisa fazer um esforço maior para se resfriar. É nesse processo que muitos sintomas aparecem, conforme lista o Dr. Armindo Matheus:

  • suor excessivo e perda acelerada de líquidos;
  • queda da pressão ou aumento repentino;
  • taquicardia;
  • fadiga e sensação de corpo “pesado”;
  • piora de problemas renais;
  • aumento do risco de arritmias ou AVC em pessoas predispostas.

“Pacientes hipertensos ou diabéticos são especialmente vulneráveis. O calor altera glicemia, pressão e o funcionamento dos rins. Pequenas oscilações que seriam toleráveis no inverno viram riscos reais no verão”, explica.

Chuvas fortes trazem outros perigos

As chuvas intensas previstas para este verão também representam riscos, e não apenas de enchentes. O aumento da umidade e das áreas alagadas favorece doenças como:

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  • dengue,
  • hepatite A,
  • leptospirose,
  • diarreias infecciosas,
  • infecções respiratórias.

A combinação de água parada e altas temperaturas forma um ambiente perfeito para vetores e microrganismos.

enchentes áreas verdes
Foto: Pixabay

“Mesmo quem não entra em contato com enchentes pode adoecer. Água contaminada, alimentos mal higienizados e proliferação de mosquitos são riscos silenciosos. A prevenção precisa estar no dia a dia das pessoas”, reforça o diretor médico.

Sinais de alerta — procure atendimento se tiver:

  • tontura persistente ou desmaio;
  • febre alta que não melhora;
  • vômitos intensos;
  • falta de ar;
  • urina escura ou quantidade reduzida;
  • confusão mental;
  • batimentos acelerados.

“Esses sintomas mostram que o corpo está entrando em sobrecarga. Quanto mais cedo a pessoa é atendida, menores os riscos”, orienta o Dr. Armindo.

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Como se proteger neste verão

  • Beba água ao longo do dia, mesmo sem sede.
  • Evite sol direto entre 10h e 16h.
  • Prefira alimentos leves e ricos em água.
  • Use roupas frescas e de cores claras.
  • Evite atividades físicas nas horas de maior calor.
  • Se chover muito, não entre em contato com água acumulada.
  • Ferva ou filtre a água sempre que houver dúvida sobre a qualidade.
  • Mantenha vacinas e exames em dia, especialmente para quem tem doenças crônicas.
  • Redobre a atenção com idosos e crianças, eles desidratam mais rápido.

“O verão é uma estação linda, mas também exige cuidado. Pequenas atitudes salvam vidas, e a informação correta é sempre o primeiro passo”, conclui o especialista.