Diálogos Circulares ESG encerram 1ª edição com aprovação do público
Formato privilegiou o diálogo entre os presentes, gerou integração e interesse pelos temas expostos e pela experiência de cada um
Formato privilegiou o diálogo entre os presentes, gerou integração e interesse pelos temas expostos e pela experiência de cada um
A primeira edição de Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento realizada no dia 4 de dezembro na Casa de Inovação, da PUC-Rio, repercutiu os debates da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas nestas duas atividades fortes da Economia Criativa no Rio de Janeiro. Não à toa a Casa ficou cheia ao longo de todo o dia. Somente no primeiro semestre de 2025, o turismo faturou R$ 108 bilhões. Já a estimativa do setor de eventos culturais e de entretenimento é de fechar o ano com movimento de R$ 141 milhões.
Números tão expressivos justificam o interesse e apoio encontrado por parte de representantes governamentais, gestores culturais, produtores de eventos, profissionais do setor de turismo, lideranças públicas, acadêmicos e pessoas comprometidas com a causa ambiental, que prestigiaram o evento.
Todos interessados em discutir e colaborar na consolidação de uma nova maneira de pensar e produzir eventos atraentes para os negócios e a economia das cidades, respeitando a natureza, a cultura, o território e a população locais. Os Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento foram organizados em forma de rodas de conversa, com objetivo de compartilhar experiências e conhecimentos. Os mediadores – acadêmicos e jornalistas ligados aos temas selecionados – tiveram papel fundamental como provocadores dos diálogos.

Logo depois do manifesto emocionado da atriz, diretora e escritora Beth Goulart sobre a importância da arte para o fortalecimento das relações humanas e as responsabilidades da cultura e do turismo para o nosso futuro comum, o primeiro painel trouxe um tema sensível não só para o Turismo e o Entretenimento, mas para a vida e o convívio em sociedade de uma maneira geral: “Diversidade e Inclusão para que faz e quem participa”.
Com a mediação da Coordenadora da Rede de Inovação Social da PUC-Rio Ruth de Mello, as convidadas Denise Tarin (Procuradora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, criadora do Projeto Morte Zero-MPRJ), Lu Rufino (Conselheira Estadual de Empreendedorismo, Conselheira Municipal de Cultura e PCD, e especialista em Direito da Mulher e da Pessoa com Deficiência), e Ticyana Arnaud, (fundadora da TA Consultoria e Mentora de Carreira Executiva, com 25 anos dedicados à construção de locais de trabalho mais humanizados), conversaram, relataram situações delicadas, arrancaram risos e despertaram indignação dos presentes. Ao final, a Procuradora sugeriu a criação de um grupo de trabalho para refletir e provocar ações que contribuam para uma sociedade mais justa e acolhedora. A proposta foi prontamente aceita, e a continuidade do debate está garantida a partir do início de 2026.

Coube a outra professora da universidade, Luiza Martins (Coordenadora de Empreendedorismo da PUC-Rio), coordenar a mesa “O impacto dos eventos na atividade turística e no meio ambiente”. Ciente de que acompanhar de perto os números destes setores é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas, o Subsecretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio de Janeiro Marcel Balassiano falou sobre os investimentos da Prefeitura nos segmentos do Turismo e do Entretenimento.
Já Cristina Maseda, Diretora Geral da Casa da Cultura de Paraty, expôs os riscos que estas atividades podem provocar nos territórios quando não há comprometimento com a população e o meio ambiente. O tema também preocupa a empresária Ana Vieira, sócia-fundadora, diretora operacional e de sustentabilidade da Boomerang, com experiência em pequenos e grandes eventos, como Rock in Rio e shows de Madonna e Lady Gaga.
Fechando o período da manhã, Cláudia Silva Jacobs (assessora do iCS e da Virada Sustentável) apresentou o painel “O Turismo como aliado no combate às mudanças climáticas”, que reuniu Luciana De Lamare, presidente do Instituto Aupaba; Beatriz de Castro, do VisitRio; e Luisa Sarmento, professora FGV e parceira do Ministério do Meio Ambiente e Instituto Novos Riachos. Em painel inteiramente feminino, as convidadas conversaram sobre sensibilização dos turistas e da sociedade, de uma maneira geral, sobre a questão ambiental e a importância de promover e apresentar experiências positivas.
Depois do almoço, às 14h30, a programação foi retomada com “Grande ou pequeno: os desafios para ser um evento responsável e inclusivo”. A jornalista Karla Prado, diretora de ESF e Influência na agência DiversaCom, onde lidera a conta do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) costurou o diálogo entre Gisele Jacob, Especialista de Cultura da Firjan Sesi; Ricardo Chantilly, criador do Diversigames; e Luisa Barros, criadora do New Flow Festival. O painel mostrou abordagens e escolhas de projetos com práticas sustentáveis e propósito.

Em seguida, Luciane Coutinho (Fundadora do Festival LivMundi) e Jean Michel Santos (Coordenador do Sustenta Carnaval) conversaram sobre “Economia Circular na Rotina do Turismo e dos Eventos” sob a direção da Coordenadora de Comunicação da Casa de Inovação, Carla Panisset. Mesmo desfalcado da Secretária Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro Tainá de Paula, que foi escalada para uma reunião de última hora, a conversa fluiu com a experiência de iniciativas de quem age localmente, mas pensa globalmente.
A editora do site e da revista Plurale, Sônia Araripe, coordenou o último painel do dia sobre “Infraestrutura Sustentável: Práticas e Inovações da Tecnologia Verde”. A jornalista mostrou-se interessada pelas novidades apresentadas por Gabriel Bastos, cofundador e CTO da Flori Tech; Andrea Carvalho, CEO da Papel Semente; e Alexandre Magno, CEO da Neuro Senses. As três startups da chamada tecnologia verde destacaram a relevância de suas atividades e ações sustentáveis no cenário do turismo e do entretenimento, apoiando e estimulando o crescimento dos dois setores no Brasil.
Como muitas outras iniciativas sustentáveis, Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento foi idealizado e realizado por mulheres. Com décadas de atuação na cultura e na indústria do entretenimento do país, as jornalistas Silvana Cardoso do E. Santo (Diretora da Passarim Comunicação & Sustentabilidade) e Betina Dowsley assinaram a curadoria do evento. Com larga experiência na Economia Criativa, a dupla acredita que é preciso sair da inércia e buscar soluções efetivas, das mais simples, como o fim da utilização de copos e canudos de plástico de uso único; às mais complexas, que envolvem a montagem de estruturas sustentáveis, atenção ao deslocamento de pessoas e responsabilidade efetiva para com os territórios que abrigam estas duas indústrias que movimentam de forma expressiva a economia do país.

As duas contaram com o suporte das professoras da PUC-Rio Luiza Martins e Ruth Espíndola de Mello, coordenadoras, respectivamente, de Empreendedorismo e ESG do Parque de Inovação Tecnológica da universidade.
O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Instituto Ecoa, da PUC-Rio, no YouTube. Em breve, a gravação será disponibilizada no mesmo canal e no da Passarim Comunicação e Sustentabilidade. Além da PUC-Rio, a primeira edição Diálogos Circulares ESG – Turismo & Entretenimento teve apoio das secretarias municipais de Turismo, Cultura, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente e Clima; além do MPRJ, Embratur, Riotur, VisitRio e Conselho Municipal do PCD.