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Instituto Alok e artistas indígenas lançam a Coleção SOM NATIVO

Oito álbuns de diferentes etnias brasileiras fortalecem a preservação das línguas originárias e a riqueza musical indígena

Foto: Reprodução YouTube | Instituto Alok

Sete álbuns inéditos de diferentes etnias brasileiras que se somam ao já lançado O Futuro é Ancestral, formando a Coleção SOM NATIVO, que foi apresentada pelo DJ Alok e pelo músico Mapu Huni Kuin, em uma visita à UNESCO, em Paris.

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Os trabalhos chegaram às plataformas de streaming no dia 8 de agosto, celebrando o Dia Internacional dos Povos Indígenas. O objetivo é contribuir para amplificar as vozes indígenas, fortalecendo a preservação das línguas e culturas originárias.

“Recebemos do criador o dom de cantar alto, assim como as onças e os pássaros. Nós povos amazônicos não temos escrita, então as músicas gravadas nesse álbum vêm assegurar a continuidade de nossos conhecimentos e valorizar nossas tradições”, fala do líder indígena Tashka Yawanawa.

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Alok e artistas indígenas
GRavação de álbuns da Coleção SOM NATIVO. Foto: Reprodução YouTube | Instituto Alok

As gravações mantêm os arranjos autorais, ou seja, sem interferência criativa ou técnica por parte de Alok. “Não participo como produtor musical nesses álbuns, são para o público desfrutar das tonalidades originais desses artistas incríveis. Meu desejo é que possamos gravar novos álbuns no futuro. Há uma fabulosa riqueza musical entre as centenas de etnias indígenas que habitam o Brasil”, diz Alok.

“Na nossa cultura, os mais sábios ensinam as novas gerações. Os cânticos sagrados que tocam a alma das pessoas, falam da importância do respeito à natureza e ao meio ambiente”, diz Everton Lourenço da etnia Guarani Nhandewa.

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Alok e artistas indígenas
Foto: Reprodução YouTube | Instituto Alok

Muitas das línguas indígenas estão ameaçadas, assim como os direitos dos povos originários. Dessa forma, a Coleção SOM NATIVO é uma contribuição do Instituto Alok à Década Internacional das Línguas Indígenas (2020 – 2030) em cooperação com a UNESCO, reconhecendo na música um fator essencial para a sua preservação.

Juntos, o Instituto do artista brasileiro e a Unesco compartilham o desejo de explorar possibilidades para criar um vasto acervo com a música dos povos originários dos mais diversos continentes.

No site do Instituto Alok estão as letras traduzidas para o português, espanhol e inglês, assim, as mensagens milenares vão poder ecoar e habitar outras mentes e corações. 

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A maioria das faixas foi gravada em idioma nativo. As letras entoadas pelos Guaranis Kaiowás (MS), Kariri Xocós (AL), Huni Kuins (AC), Yawanawas (AC), Guaranis Mbyás (SP), Kaingangs e Guaranis Nhandewas (PR) desenham um mapa sonoro e geográfico brasileiro que alerta o mundo sobre a conexão com a natureza, o cotidiano nas aldeias e séculos de resiliência cultural.

“Minha intenção era que a gravação fosse a mais fiel possível à experiência original, desde os cantos que ecoam até o som dos pés marcando o ritmo no chão. O resultado é um registro que, ao fechar os olhos, faz você se sentir dentro da aldeia”, afirma Jones, produtor musical.

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Toda a monetização é revertida para os artistas indígenas participantes. Para ouvir, clique AQUI.

Alok e músicos indígenas
Gravação de álbuns da Coleção SOM NATIVO. Foto: Reprodução YouTube | Instituto Alok

“A Coleção Som Nativo é uma expressão importante da força das culturas indígenas e da potência da música como instrumento de preservação linguística, memória ancestral e diálogo com o mundo. A UNESCO se orgulha de caminhar ao lado do Instituto Alok nessa iniciativa, que contribui de forma concreta para a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), ao mesmo tempo em que reforça o nosso compromisso com a diversidade cultural, com os direitos dos povos originários e com a construção de um futuro mais justo, igualitário e sustentável para todos”, pontua Marlova Jovchelovitch Noleto Diretora e Representante da UNESCO no Brasil.

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Os novos álbuns da Coleção Som Nativo

  • Hiri Shubu Keneya Bari Bay – Mapu Huni Kuin (Huni Kuin/AC).
  • Saiti Kayahu – Yawanawa Saiti Kaya (Yawanawa/AC).
  • Cantos dos Encantos Kariri Xocó – Wyanã Kariri Xocó – Cantos Nativos (Kariri Xocó/AL).
  • Nhe’e Porã – Guarani Mbyá (Guarani Mbyá/SP).
  • Retomada – Brô MC’s (Guarani Kaiowá/MS).
  • Kaingang e Guarani Nhandewa – Participação do movimento “Levante pela Terra” (Kaingang e Guarani Nhandewa/PR).
  • Kairau Vimiûû – Rasu Yawanawa (Yawanawa/AC).

A coleção SOM NATIVO é uma realização do Instituto Alok com direção de Devam Bhaskar, gestão em parceria com a LOCO Records e distribuição da Altafonte.  Arte das capas assinadas por Bruno Machado e Diego Neves.  Produção musical de Jones. Produção executiva de Elke Mosca e Fernanda Padrão. Comunicação Janaina Coe. Redes Sociais: Gabriela Alves e Sandro Arakaki.

música indígena
Foto: Reprodução YouTube | Instituto Alok

The Town

Com o lançamento dos sete álbuns, se dá continuidade ao objetivo de contribuir para a inserção artística indígena na sociedade e indústria fonográfica – algo iniciado em O FUTURO É ANCESTRAL que recebeu indicação ao Grammy Latino e que se confirma com a participação do grupo Brô MC’s no festival The Town que acontece em setembro, em São Paulo.

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“Nosso álbum é a nossa voz, nossa palavra, escutem a nossa origem, escutem a nossa canção”, afirma Clemerson, integrante dos Brô MC’s. É também uma mostra pulsante de empoderamento de suas próprias ancestralidades conectadas ao contemporâneo. “Desde 1500, com a chegada dos portugueses, há um preconceito enorme contra a gente, com os povos indígenas. Falam que o indígena quando usa o rap, perdeu a sua cultura. E, quando a gente mostra a nossa cultura, falam que o indígena é selvagem. Mas a gente vai continuar seguindo, mostrando nossa cultura, nossa arte e nossa tecnologia, que também é cultura”, OWERÁ, da etnia Guarani Mbyá.

coleção som nativo
Imagem: Divulgação

A coleção SOM NATIVO é uma realização do Instituto Alok com direção de Devam Bhaskar, gestão em parceria com a LOCO Records e distribuição da Altafonte.  Arte das capas assinadas por Bruno Machado e Diego Neves.  Produção musical de Jones. Produção executiva de Elke Mosca e Fernanda Padrão. Comunicação Janaina Coe. Redes Sociais: Gabriela Alves e Sandro Arakaki. 

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