- Publicidade -

Finalistas do Prêmio Megafone mostram a força do ativismo ambiental

Premiação nacional reconhece ações criativas em defesa dos territórios, da biodiversidade e do clima

Megafone
Lábrea, Amazonas. 20 de setembro de 2024. “O fogo começou do outro lado, mas se alastrou rapidamente. Logo após esse tiro, a mulher do vestido queimou o braço ao jogar água com um balde para salvar sua casa. Ela tinha acabado de comprar um novo ar condicionado quando se assustou com isso”. Legenda e foto: Carolina Costa

A quarta edição do Prêmio Megafone de Ativismo reflete a centralidade da luta socioambiental no
Brasil contemporâneo. Entre os finalistas da única premiação nacional dedicada exclusivamente a
reconhecer o ativismo pacífico e criativo, há forte presença de iniciativas que denunciam a destruição dos ecossistemas, defendem os modos de vida tradicionais e apontam caminhos sustentáveis para o futuro do país.

- Publicidade -

Das redes sociais às ruas, das comunidades ribeirinhas às grandes cidades, o engajamento ambiental
aparece em múltiplas linguagens e formatos: vídeos, fotos, marchas, lambes, músicas e mobilizações
online. Nesta quarta edição do prêmio, os finalistas representam 18 estados e o Distrito Federal, e
grande parte deles aborda diretamente as crises ambientais que afetam o Brasil — com destaque
para a Amazônia, o Cerrado e os conflitos por terra.

Entre os finalistas:

- Publicidade -
  • O videoclipe “Da Nascente à Foz”, do grupo Suraras do Tapajós (PA), é uma obra-poema que
    denuncia os impactos do garimpo ilegal sobre rios e corpos na região amazônica, com ênfase
    na luta das mulheres indígenas e ribeirinhas.

  • A música “Nem Um Hectare a Menos”, criada por artistas e comunicadores do Quilombo
    Kalunga (GO) e da Chapada dos Veadeiros, foi finalista na categoria Música ou Videoclipe. A
    canção celebra a resistência dos povos do Cerrado frente à grilagem, ao desmatamento e à
    especulação de terras.

- Publicidade -
  • Na categoria Documentário, o curta “Sobre a Cabeça, os Aviões”, de Goiás, traz um alerta
    sobre a pulverização de agrotóxicos em áreas rurais, revelando os danos à saúde de crianças
    e o racismo ambiental que atravessa a política agrícola brasileira.

  • A foto finalista de Bruno Kelly, que retrata uma expedição de monitoramento dos
    botos-vermelhos no Lago Tefé (AM), documenta os efeitos da seca extrema e da elevação das
    temperaturas na fauna amazônica — consequência direta das mudanças climáticas.
  • Já o mural “Colore Mossoró”, em Manaus (AM), é uma intervenção urbana que trouxe arte,
    cor e consciência ambiental ao bairro periférico de Mossoró, por meio da colaboração entre
    moradores, artistas e coletivos da cidade.
  • Em Lábrea (AM), a fotógrafa Carolina Costa foi indicada por seu trabalho sobre os efeitos das
    queimadas na vida das comunidades locais, revelando a realidade de uma das regiões mais
    impactadas pela expansão do desmatamento.
  • E em Manaus (AM), um cartaz exibido em manifestação contra o “6×1” (escala de trabalho de
    seis dias com folga de apenas um) trouxe à tona as péssimas condições dos trabalhadores do
    campo, num contexto de colheitas em áreas desmatadas e sem direitos.

Em sua quarta edição, o Prêmio Megafone mostra como o engajamento cívico está cada vez mais disseminado em várias regiões, lançando luzes sobre as mais diversas causas e lutas por direitos. “Ao longo destas quatro edições, foi possível perceber o fortalecimento do ativismo no Brasil – o que é um termômetro da resiliência de nossa democracia”, explica Digo Amazonas, um dos coordenadores responsáveis pela realização do prêmio. “Além do reconhecimento ao trabalho de personalidades já conhecidas na militância, o que temos cada vez mais é o reconhecimento de pessoas comuns. Recebemos centenas de inscrições de pessoas, coletivos e organizações locais, com ações criativas e que fizeram a diferença na luta, comprovando como o ativismo está cada vez mais disseminado em nossa sociedade”, explica.

A edição deste ano do Prêmio Megafone recebeu inscrições de todos os estados brasileiros. No total, houve finalistas de 18 estados e do Distrito Federal, representando 70% das unidades federativas do país. Os temas abordados vão desde meio ambiente, saúde e direitos indígenas até juventude, moradia e mobilidade urbana.

- Publicidade -

Anúncio dos premiados

Os premiados estão sendo anunciados nas redes sociais do Prêmio Megafone (@megafoneativismo), apresentados pelo comunicador indígena paraense José Katé (@zenarede). Além do reconhecimento público, os premiados recebem um troféu exclusivo criado pelo artivista Mundano e um megafone customizado entregue pelo correio.