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38 praias do litoral paulista estão impróprias para banho

Com o aumento de viroses, confira as recomendações para evitar contaminação

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Praia no Guarujá em janeiro de 2019. | Foto: Governo do Estado de São Paulo

É verão, é janeiro, férias. Descer a serra em direção à praia é o que muitos moradores de São Paulo esperam nesta época do ano. Porém, o surto de virose nas praias do litoral paulista pode fazer muitos mudarem os planos. De fato, é preciso atentar a quais praias evitar neste momento. Das 175 praias monitoradas no litoral paulista, 38 estão impróprias para banho.

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O monitoramento sobre balneabilidade das praias paulistas é realizado continuamente pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). De acordo com o último relatório, atualizado na quinta-feira (2), as cidades com maior número de praias comprometidas incluem Santos (7), São Sebastião (7) e Praia Grande (6). A próxima atualização será divulgada amanhã (9), acompanhe aqui.

viroses praia
Das 175 praias monitoradas no litoral paulista, 38 estão impróprias para banho. Fonte: Cetesb

O Instituto Trata Brasil chama atenção para o fato de que, com o início da alta temporada de verão, os impactos da ausência de serviços adequados de coleta e tratamento de esgoto ficam em evidência, uma vez que praias impróprias para banho oferecem riscos à saúde dos turistas. Casos pontuais são bastante comuns. Acontece que, neste ano, logo após as festas do réveillon, cidades do litoral paulista registraram um grande aumento no número de atendimentos hospitalares causados por viroses gastrointestinais.

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são sebastião ilhabela
São Sebastião, São Paulo. Foto: Rodrigo Charu

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a situação em Guarujá pode ser definida como surto. “Neste momento, temos considerado sim a utilização do termo surto para definir a situação em Guarujá, visto que nós temos a informação do volume de pessoas [atendidas] que já caracteriza surto”, afirmou a diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Estado da Saúde, Alessandra Lucchesi, em entrevista à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a autoridade estadual, os municípios com aumento de ocorrências de diarreia aguda estão sendo orientados a realizarem investigação epidemiológica e a coleta de fezes dentro de cinco dias do início dos sintomas. Essa coleta, priorizada no período inicial, é fundamental para detectar o patógeno causador do surto.

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Sintomas de viroses e tratamento

Alguns dos sintomas de doenças transmitidas por água e alimentos incluem diarréia, febre, vômito, enjôo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal, entre outros sintomas.

O principal tratamento é a hidratação. Para casos mais graves, é preciso realizar a hidratação endovenosa. Crianças e idosos precisam de atenção especial.

esgoto água potável
Foto: engin akyurt | Unsplash

Evacuações muito frequentes e líquidas, dificuldade na hidratação com vômitos que não cedem, pele e boca secas, dificuldade em urinar são indicações de que se deve procurar o serviço de saúde.

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Dicas de prevenção

Os riscos de contaminação são variados durante as férias de verão. Confira abaixo as orientações para evitar contaminação especialmente na praia:

  • Evite alimentos mal cozidos
  • Mantenha os alimentos bem refrigerados, com atenção especial às temperaturas dos refrigeradores e geladeiras dos supermercados onde os alimentos ficam acondicionados
  • Leve seus próprios lanches durante passeios ao ar livre
  • Observe bem a higiene de lanchonetes e quiosques
  • Lave as mãos frequentemente, principalmente antes de se alimentar
  • Tenha atenção redobrada com comidas em self-service
  • Beba sempre água filtrada
  • Não consuma gelo, “raspadinhas”, “sacolés”, sucos e água mineral de procedência desconhecida
  • Fique atento às sinalizações sobre a qualidade da água do mar. Os locais com bandeira verde são considerados próprios para banho, já os com bandeira vermelha são impróprios e a recomendação é não entrar no mar.
  • Também não é recomendado o banho na água 24 horas após as chuvas.

Viroses e falta de saneamento básico

Cerca de 33 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável e mais de 90 milhões vivem sem coleta de esgoto, de acordo com o Instituto Trata Brasil. O que já não é bom, durante o verão fica pior: as cidades litorâneas lotam e o sistema de saneamento enfrenta sobrecargas devido ao aumento no consumo de água e ao consequente aumento no volume de esgoto, agravando problemas de contaminação. Sem coleta e tratamento de esgoto, o despejo irregular polui as águas.

praia em Ubatuba
Praia em Ubatuba. Foto: Nathalia Segato | Unsplash

Além de afetarem diretamente a saúde dos turistas e moradores, a ausência de saneamento básico impacta negativamente o turismo. Um estudo do Instituto Trata Brasil revela que a universalização do saneamento poderia gerar ganhos de R$ 80 bilhões para o turismo entre 2021 e 2040, resultado da melhoria na qualidade das águas e na redução de doenças de veiculação hídrica.

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“A qualidade das águas e a melhoria da infraestrutura básica nas praias são fundamentais para o desenvolvimento da atividade turística. Investir em saneamento básico é, portanto, indispensável para garantir a saúde da população e o crescimento econômico local”, declara a instituição.

Está planejando viajar? O Painel Saneamento Brasil detalha informações sobre o saneamento básico em mais de 893 localidades do país.

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