A Costa Rica está tomando uma importante decisão contra o desperdício de plástico, que poluem oceanos e obstruem aterros sanitários: o país está pronto para ser um dos primeiros no mundo a eliminar totalmente os plásticos descartáveis.

A proibição não vale apenas para sacolas plásticas ou garrafas de água, a Costa Rica eliminará também talheres e pratos descartáveis, tampas e até mesmo pazinhas de plástico para mexer café. O país planeja cumprir a meta até 2021. A medida também já foi adotada na França, que pretende se ver livre dos descartáveis até 2020 e também em Nova Déli, capital da Índia.

O plástico é um dos problemas mais dramáticos que o meio ambiente enfrenta. Há tanto lixo plástico no oceano que é difícil até mesmo compreender, e estamos constantemente descobrindo mais. Em 2050, poderia haver mais plástico no oceano do que o peixe (saiba mais). Na Costa Rica, produzem-se 4 mil toneladas de resíduos sólidos todos os dias, e 20% disso nunca chega a um centro de reciclagem ou aterro, acabando nos rios, praias e florestas costarriquenhas.

A Costa Rica quer proteger sua rica biodiversidade. | Foto: iStock

A Costa Rica tomou a sério a proteção ambiental. O país planeja ser neutro em carbono até 2021, em parte por abandonar combustíveis fósseis. Eles também se dedicam a restaurar suas florestas e proteger a vida selvagem. Para se afastar do plástico descartável, o país utilizará os setores público e privado para realizar cinco ações. O país oferecerá incentivos e requisitos de emissão para fornecedores, além de investir em pesquisa e desenvolvimento e outras iniciativas que o aproximarão de seus objetivos. Também irá substituir produtos de uso único por inovações como materiais à base de acetato de celulose.

A iniciativa é liderada pelo Governo da Costa Rica, através dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente e Energia, com assistência técnica e financeira do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoiado pelos governos locais, sociedade civil e vários grupos do setor privado.

Veja aqui e aqui algumas alternativas que substituem o uso do plástico descartável.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.