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Movimento pede que Anvisa não mude prazo para mudança nos rótulos de comida

Os fabricantes querem mais tempo para incluir informações sobre a utilização de itens alergênicos em seus produtos.

20 de maio de 2016 • Atualizado às 09 : 57
Movimento pede que Anvisa não mude prazo para mudança nos rótulos de comida

A medida foi publicada em Diário Oficial em julho de 2015. |

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O movimento Põe No Rótulo tem mobilizado a internet para impedir que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogue o prazo para que as empresas alimentícias se adequem à nova normatização de rotulagem. Os fabricantes querem mais tempo para incluir informações sobre a utilização de itens alergênicos em seus produtos.

A mudança no padrão de rotulagem ocorreu oficialmente um ano após a criação do movimento Põe No Rótulo, que já cobrava da Anvisa novos padrões informativos para impedir a ingestão de alimentos inadequados principalmente por crianças.

Entre os alimentos considerados mais alergênicos estão: trigo, leite, soja, ovo, peixe, crustáceos, amendoim e outras oleaginosas. Estes itens podem ser muito perigosos se ingeridos por intolerante, mas nem sempre eles têm a sua presença informada ao consumidor.

Foi somente após um ano desde o início das mobilizações e discussões acerca da necessidade de uma mudança na rotulagem, que a Anvisa aceitou a necessidade e regulamentou a proposta, em 24 de junho. Quase doze meses depois de ser publicada em Diário Oficial, o prazo para as empresas se adequarem está acabando, mas as companhias querem prorrogar a data por, pelo menos, mais seis meses.

Para a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a manobra das empresas fere o direito dos cidadãos e aumenta o risco de contaminações. “A indústria de alimentos está tentando prorrogar a aplicação da Lei do Rótulo, que obriga a inclusão de informações sobre alergias nas embalagens dos alimentos. Essa manobra, não só fere os direitos dos cidadãos, como dá continuidade aos riscos de reações alérgicas por falta de informação”, diz o comunicado oficial da Associação.

Redação CicloVivo

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