Por Ana Lúcia Machado

Cuidar e proteger as crianças, que estão no estágio inicial da vida, é um investimento inteligente para o desenvolvimento saudável e socioeconomicamente sustentável da sociedade e seus cidadãos.

Um estudo da Nova Zelândia publicado no final de 2016 que avaliou 1037 neozelandeses dos 3 aos 38 anos de idade, concluiu que os 20% de adultos que tiveram uma infância difícil, com restrições econômicas, descuido e negligência, foram responsáveis por 57% das internações hospitalares, 66% dos pedidos de benefícios sociais e 81% das condenações criminais.

Pesquisas revelam que a Primeira Infância, dos 0 a 6 anos, tem um forte impacto na vida de um indivíduo e que o desenvolvimento saudável de uma criança, levando em conta boa alimentação, cuidados com a saúde física e emocional, competências sociais e capacidades cognitivas, forma a base da prosperidade econômica e justiça social de uma nação.

O economista James Heckman, professor emérito na Universidade de Chicago e ganhador do Nobel de Economia no ano 2000, afirma que crianças submetidas desde cedo a bons estímulos, aumentam suas chances de ter mais sucesso na vida adulta. Em suas pesquisas, Heckman concluiu que o dinheiro aplicado na educação infantil eleva a taxa de escolaridade e de desempenho no trabalho e reduz o gasto em reforço escolar, qualificação profissional e saúde.

A quantia aplicada em educação e saúde na Primeira infância, resulta em economia nos estágios posteriores da vida dos indivíduos – economia em serviço social, saúde pública, qualificação profissional e até mesmo sistema prisional.

Cada um pode investir na Primeira Infância – as famílias assegurando o afeto fundamental para o desenvolvimento infantil, a sociedade defendendo as crianças e seus direitos e o Estado garantindo políticas públicas básicas para uma infância digna.

O cuidado com a criança é o cuidado com a humanidade. Quer entender melhor sobre a importância dos primeiros anos de vida? Baixe o Caderno Globo Primeira Infância.