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Dicas para cuidar da saúde do intestino em todas as fases da vida

Saúde física e mental: além do papel na digestão, o intestino tem uma conexão complexa com o cérebro e na produção de neurotransmissores

Published 19/05/2025

Durante o mês de maio uma campanha de busca conscientizaras pessoas sobre a importância da saúde do nosso intestino, um órgão fundamental para nosso bem-estar físico e mental. O tema ganha destaque durante o “Maio Roxo”, com diversos conteúdos e informações sendo compartilhados para prevenir as doenças inflamatórias intestinais.

A Jasmine, marca de alimentos orgânicos e integrais, entrou nesse movimento e preparou um guia de cuidados da saúde intestinal com dicas práticas da nutricionista da marca, Karla Maciel.

A nutricionista explica que existe uma via de comunicação complexa conhecida como eixo intestino-cérebro envolvendo o sistema nervoso central (o cérebro) e o sistema nervoso entérico, e essa conexão influencia a produção de neurotransmissores. Na Medicina Chinesa, inclusive, o intestino é visto como o nosso segundo cérebro.

“Cerca de 90% da serotonina do corpo é produzida no intestino. Quando essa produção é afetada por desequilíbrios intestinais, como inflamações ou alterações na microbiota intestinal, o humor e a saúde mental também podem sofrer impactos”, explica.

Foto: Elias por Pixabay

Além disso, o intestino abriga trilhões de bactérias, conhecidas como microbiota intestinal que desempenham funções na digestão, fortalecimento do sistema imunológico e até regulação na produção de substâncias que influenciam diretamente o cérebro. Quando essa microbiota está desregulada, podem surgir sintomas como ansiedade, irritabilidade, alterações de sono e até quadros de depressão.

Outro ponto relevante destacado pela nutri é a presença do nervo vago, uma estrutura que conecta diretamente o cérebro ao intestino e permite que informações circulem constantemente entre essas duas regiões. Esse “supernervo” transmite sinais que influenciam o apetite, o estresse e até o comportamento alimentar.

Vale lembrar que essa comunicação é uma via de mão dupla: se o intestino afeta o cérebro, o oposto também acontece. Situações de estresse emocional, ansiedade ou sentimentos negativos podem impactar a saúde intestinal, causando sintomas como dor de barriga, náuseas, prisão de ventre ou diarreia.

A flora intestinal têm um papel fundamental na manutenção da nossa saúde. Foto: Frank Flores | Unsplash

Já deu para perceber que temos motivos de sobra para cuidar bem da saúde de forma integral, priorizando a regulação do intestino. Nesse caminho, a hidratação, a prática de atividades físicas regulares e os hábitos alimentares mais equilibrados são fundamentais.

Intestino saudável em todas as fases da vida

Na infância

Nos primeiros anos, o foco é estimular uma microbiota saudável desde cedo. O parto normal, o aleitamento materno e a introdução alimentar rica em vegetais e frutas naturais ajudam a formar uma microbiota mais equilibrada e saudável.

Foto: iStock

Na fase adulta

Entre os 20 e os 50 anos, o maior desafio costuma ser o estilo de vida agitado. Refeições apressadas, estresse, sedentarismo e dietas pobres em fibras são as alterações mais comuns. Nessa fase, manter uma rotina de autocuidado intestinal é essencial: incluir alimentos funcionais (como aveia, chia, iogurtes naturais, vegetais verde-escuros) priorizar refeições completas e reservar tempo para ir ao banheiro sem pressa já fazem uma grande diferença.

A partir dos 50 anos

Com o passar do tempo, o metabolismo desacelera, a motilidade intestinal diminui e há uma tendência natural à constipação. Nessa fase, é ainda mais importante aumentar o consumo de fibras solúveis e insolúveis, além de priorizar alimentos com ação prebiótica e probiótica. A ingestão de água deve ser reforçada, já que a sensação de sede pode diminuir com a idade. Também é importante observar o uso de medicamentos, que podem alterar a microbiota ou afetar o funcionamento intestinal.

Ingredientes de ouro para a saúde intestinal

Além da alimentação equilibrada, evitando ao máximo os ultraprocessados e os excessos de açúcar, gordura, álcool e outros “alimentos” nocivos ao nosso organismo, alguns ingredientes ajudam a manter o intestino funcionando melhor. Veja quais são as recomendações da nutricionista Karla Maciel.

Pudim de chia com cacau. Foto: iStock
O gel de linhaça é super simples de fazer e pode substituir os ovos em diversas receitas veganas. Foto: @kathesteves

“Cuidar da saúde intestinal não precisa ser caro, complicado ou exigir ingredientes inacessíveis. Aproveitar bem os alimentos que já temos em casa é uma forma inteligente de manter o intestino em equilíbrio e ainda evitar o desperdício”, conclui a nutri.

 

 

 

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