Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB) realizaram a cerimônia de lançamento da Campanha de Combate ao Desperdício de Alimentos e Mercado Sustentável. As propostas consistem em segregar alimentos que não tem mais valor comercial e destiná-los ao Banco de Alimentos da Prefeitura de São Paulo e posteriormente ao consumo de pessoas em situação de insegurança alimentar. Já as frutas, verduras e legumes que não estão adequadas para o consumo, serão enviados aos Pátios de Compostagem, sob a gestão da Amlurb.

Ambas as campanhas já estavam em andamento como projeto piloto. A Campanha de Combate ao Desperdício de Alimentos – iniciada desde outubro de 2017 – só neste ano, já arrecadou mais de 53 toneladas de alimentos que iriam para aterros. A secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo, Aline Cardoso, comenta o objetivo da ação. “Queremos expandir a campanha para outros mercados e sacolões municipais, além de equipamentos públicos que façam manipulação de alimentos. Desta forma, será possível estimular o setor alimentar, a indústria e o comércio, para adoção de práticas de combate ao desperdício de alimentos”.  A ação é administrada pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e integra o Plano Municipal de Segurança Alimentar (PLAMSAN). Um dos objetivos da Cosan é promover campanhas de sensibilização da sociedade para a propagação de posturas de promoção a Segurança Alimentar e Nutricional.

Na mesma ocasião, o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Edson Tomaz, junto com a secretária Aline Cardoso, anunciaram o Mercado Municipal Kinjo Yamato como o primeiro Mercado Sustentável da cidade a segregar os alimentos em quatro frações: alimentos, orgânico, reciclável e rejeitos. A ação promove o manejo adequado dos resíduos sólidos nos mercados municipais, visando à redução do envio ao aterro sanitário. Nesta ação, os resíduos secos serão destinados a Central Mecanizada de Triagem, para Reciclagem e as frutas, verduras e legumes que não estão aptas ao consumo humano, serão enviadas ao Pátio de Compostagem.

“O Mercado Kinjo foi escolhido para dar início ao projeto piloto pelo fato de comercializar uma grande quantidade de hortifrúti e, consequentemente, gerar um volume expressivo de resíduos orgânicos e embalagens. O principal objetivo do projeto é reduzir a quantidade de resíduos destinados aos aterros. Atualmente, o percentual de rejeitos é de aproximadamente 50% e a expectativa é reduzir minimamente em 20%”, comenta Edson Tomaz de Lima de Filho, presidente da Amlurb.