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Estudo divulgado pela organização ambiental WWF (World Wildlife Foundation) durante a Conferência de Mudança Climática de Tianjin, último encontro que antecede a COP-16, detalha os limites recomendados de emissão de gases de efeito estufa e revela que haverá aumento de 30% nos próximos 10 anos.

O estudo apresenta aos negociadores do clima e tomadores de decisão nos governos, um guia fácil para um futuro climático seguro, examinando diversas metas para redução de emissões. O documento mostra como gerenciar efetivamente o orçamento global de carbono e mostra opções mais que suficientes para não escolher metas de redução de CO2 que coloquem em risco a cota de carbono prevista.

O relatório mostra que é possível ficar dentro do limite de emissões proposto para 2020, contudo, os países desenvolvidos devem agir rapidamente para chegar a um consenso sobre os cortes necessários e devem ajudar os países em desenvolvimento a também fazê-los. 

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Para o WWF se os países se contentarem com apenas o que foi proposto em Copenhague estima-se que em 2020 a emissão será de 47,9 a 53,6 gigatoneladas de CO2. Segundo o IPCC, o volume das emissões não podem ultrapassar as 40 gigatoneladas neste mesmo período, pois só assim o Planeta conseguirá evitar um aquecimento de mais de dois graus e consequentemente os efeitos das mudanças climáticas.

Keith Allott, chefe de Mudanças Climáticas do WWF, diz que muitos países já estão se encaminhando para uma economia de baixo carbono e crê que esta é uma tendência a ser seguida pelos delegados.

O conflito entre China e Estados Unidos marcou a reunião. Os chineses continuam colocando pressão para que as nações ricas estabeleçam suas metas o quanto antes e os Estados unidos por sua vez pedem para que as nações em desenvolvimento como Brasil África do Sul, Índia e China (BASIC) também se comprometam a adotar tais metas e que estes se submetam a um regime de monitoramento de emissões, já que estas nações são responsáveis por grande parte da emissão de gases de efeito estufa e que, portanto deveriam estar dispostos a aceitar este tipo de política, mas a China se opôs a essa ferramenta, pois acredita que ela fere a soberania do país.

Segundo Wendel Trio, especialista do Greenpeace para mudanças climáticas, China e Brasil acreditam que não faz sentido começar a discutir essas questões legais enquanto não há clareza sobre as metas de emissões.

 A China é a maior emissora mundial de gases estufa, tendo ultrapassado os Estados Unidos, mas seu índice de emissões per capita ainda é bem mais baixo que os níveis ocidentais.

Ou seja, às vésperas da COP 16, as desavenças são maiores do que o consenso entre os países e é claro que as negociações são prejudicadas com tudo isso. Diante de todo esse dilema, o estudo do WWF ganha ainda mais importância por ser uma ação que mobiliza e mostra a realidade de que o tempo está passando rápido demais e que os países têm que acordar pra poder fazer alguma coisa pelo clima.

Com informações do Instituto CarbonoBrasil/WWF

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