A ONG ambiental WWF divulgou nesta semana um relatório que mostra os lucros obtidos a partir do tráfico de animais silvestres. De acordo com a organização, anualmente são movimentados US$ 19 bilhões a partir da atividade ilegal.

Os resultados da atividade atingem o âmbito social e ambiental. O relatório aponta para um fortalecimento das redes criminosas, que atuam contra a segurança, e prejudica a biodiversidade, com consequências sentidas nas espécies animais, vegetais e até pelos humanos.

O documento foi apresentado em Nova York, durante um encontro entre embaixadores, realizado pela Organização das Nações Unidas. O comércio ilegal de animais é citado em uma lista que inclui também o tráfico de pessoas e a falsificação de produtos.

De acordo com a WWF o dinheiro obtido com a venda das espécies silvestres é utilizado para financiar conflitos civis e comprar armas. O continente africano é o mais afetado pelo crime, que também ameaça a segurança nacional, visto que apoia redes terroristas.

A redução de espécies, devido ao comércio ilegal, altera de forma irreversível a biodiversidade local. Por causa dessas mudanças, algumas regiões podem sofrer com pragas, que por vezes atingem outros animais ou seres humanos, ou até com o declínio de outras espécies, devido às alterações no ciclo natural.

O estudo cita como exemplo a invasão de cobras na região da Flórida, nos Estados Unidos, que pode ter sido uma das causas para a redução dos mamíferos locais. Entre as espécies mais ameaçadas pelo crime estão os elefantes do Congo, o rinoceronte-de-Sumatra, o rinoceronte-de-Java e o elefante-asiático.

A ONG pede que o problema seja encarado como um crime que afeta a segurança nacional, ultrapassando os limites dos impactos ambientais. “Não é apenas uma questão de proteção ambiental, mas também de segurança nacional. É tempo de colocar fim a esta ameaça profunda para o Estado de Direito”, diz o comunicado da WWF, assinado pelo diretor da organização Jim Leape. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.