replantio
Floresta Estadual do Noroeste Paulista | Foto: Acervo Instituto Florestal

A Floresta Estadual do Noroeste Paulista, localizada nos municípios de São José do Rio Preto e Mirassol, foi atingida por dois incêndios em setembro e outubro de 2020. Para recuperar parte do que foi perdido, foram replantadas 85 mil mudas de árvores nativas. 

As mudas serão suficientes para restaurar cerca de 80% da área de reflorestamento, que estava sob responsabilidade da Prefeitura de Rio Preto. São cerca de 51 hectares recuperados com as novas mudas – equivalente a 47 campos de futebol. 

“Somado às mudas sobreviventes, o novo plantio fez o reflorestamento voltar ao patamar anterior às queimadas, que era de 106 mil mudas plantadas”, garantiu a prefeitura em nota.

Incêndios

Foto: Acervo Instituto Florestal

Além das áreas de reflorestamento, o fogo atingiu o Instituto Florestal, a Estação Ecológica e o Instituto de Pesca. Ao todo, 500 hectares foram consumidos pelas chamas – área equivalente a 500 campos de futebol. 

Na época, a prefeitura de São José afirmou, em nota, que o período de estiagem deixou a vegetação nativa muito seca, o que, somado a ventos fortes e à umidade do ar, potencializou a ação do fogo. O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar as circunstâncias do incêndio. 

Replantio

O trabalho de plantio teve início com a doação das mudas por parte da empresa Tereos Açúcar e Energia Brasil. Em seguida, a extensa área foi dividida por lotes para, gradativamente, receber o controle de plantas “daninhas”; preparo do solo com aração e gradagem; abertura de sulcos; colocação de adubo, calcário e gel para nutrição das mudas para, enfim, realizar o plantio das mudas – o que foi concluído em fevereiro deste ano. 

Foto: Prefeitura de Rio Preto

A Tereos forneceu mais de 60 espécies, sendo que muitas espécies servirão de alimento para a fauna nativa. Algumas das espécies nativas utilizadas são popularmente conhecidas como: abobreiro, algodoeiro, amendoim bravo, angelim, angico, aroeira-pimenteira, aroeira-verdadeira, cabreúva, cafezinho, caroba, cedro, congonha-do-campo, dedaleiro, embaúba, falso pau- jacaré, farinha seca, figueira branca, goiaba, ingá, ipê amarelo, ipê branco, ipê felpudo, ipê roxo, jatobá, jequitibá, jerivá, jurema preta, mamica-de-porca, maria-pobre, olho-de-cabra, paineira, passarinhão, unha-de-vaca, pau-d’alho, peroba-poca, pitanga, sabão-de-soldado, saguaraji, sombreiro, tamboril e urucum.

Por fim, o trabalho segue com a manutenção para evitar o aparecimento de pragas e doenças ao redor das árvores.