Segundo o levantamento realizado pela SOS Mata Atlântica, juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgado na última quinta-feira (14), o estado do Rio de Janeiro tem 18,6% de sua área coberta por remanescentes florestais, 1,2% preenchido por restingas e 0,3%, por mangues.

A partir de imagens de satélite com melhor resolução, os pesquisadores conseguiram incluir nos cálculos áreas com menos de três hectares, o que era impossível antes. Com o aumento da precisão dos dados, foi possível acrescentar ao total cerca de 10% classificados como vegetação natural e 0,6% de formações naturais não florestais, que incluem refúgios naturais, vegetação de várzea, campos de altitude e dunas.

Para a diretora executiva da ONG, Márcia Hirota, o melhor detalhamento permite também um melhor planejamento do manejo florestal. "É importante para a gente ver como está a situação dessas áreas e como é a interligação delas com outras que estão mais preservadas. É possível ver também as áreas que estão alteradas, mas ainda assim são importantes num contexto regional para a ligação de corredores de mata. Esse olhar, digamos, mais preciso, é justamente para contribuir para esse planejamento da Mata Atlântica."

A área total incluída no mapeamento soma 435.530 hectares, elevando o total da área de Mata Atlântica no estado para 1,3 milhão de hectares. Na capital, o percentual de área preservada é 29,7%, ou cerca de 34 mil hectares.

Quando o levantamento começou, em 1990, considerava apenas áreas com mais de 40 hectares, limite que foi sendo reduzido pelos aprimoramentos técnicos para 25 hectares, dez hectares, cinco hectares e três hectares com o passar dos anos.

De acordo com o estudo, o estado do Rio de Janeiro tem ainda 14,3% de seu território coberto por áreas de floresta maiores que cem hectares. O município de Paraty é o que tem a maior cobertura de Mata Atlântica, com 88,7% de sua área total. Desse total, 10,2% puderam ser detectados graças à precisão de três hectares.

Por Vinícius Lisboa – Agência Brasil

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.