Um estudo do Instituto Desenvolvimento do Investimento Social analisou as ações de pesquisa, conservação, educação ambiental e políticas públicas realizadas pelo Projeto Albatroz, nos últimos três anos e concluiu que o retorno de impacto da instituição é equivalente a mais de sete vezes o valor investido pela Petrobrás, patrocinadora do projeto.
O cálculo do retorno de impacto social é complexo, pois envolve tanto elementos com valores financeiros diretos — como produtos ou serviços com preço de mercado — quanto impactos intangíveis, como a mudança de comportamento de uma comunidade ou uma mudança no impacto do meio ambiente. Para lidar com essas questões, utilizam-se metodologias que atribuem valores aproximados a esses benefícios intangíveis por meio de indicadores financeiros equivalentes, conhecidos como “proxies”.
Esses indicadores funcionam como referências comparáveis, permitindo estimar, com base em evidências, quanto esses impactos “valeriam” se tivessem um preço de mercado. É assim que atividades de educação ambiental, política pública ou até mesmo a recuperação de uma população de aves marinhas entram no cálculo e ajudam a dimensionar o verdadeiro retorno gerado pelo investimento.
A fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves, adiciona que, de todo o impacto social, a maior porcentagem está concentrada nos albatrozes, petréis e do oceano (69,9%) e pescadores (18,5%). “Isso é uma prova de que seguimos firmes, fortes e determinados em gerar ciência, políticas públicas e alianças que resultem de fato na conservação de albatrozes e petréis, aves tão magníficas e sensíveis às mudanças climáticas”.
35 anos em defesa das aves
Com o objetivo de promover uma relação cada vez mais consciente e sustentável entre a sociedade e o meio ambiente por meio da conservação dos albatrozes, petréis e seus ecossistemas, o Projeto Albatroz realiza, desde 1990, uma série de atividades focadas em quatro eixos principais: pesquisa científica, políticas públicas, educação ambiental e comunicação.
Para cada uma das dezenas de ações desenvolvidas nos diferentes eixos de atuação do projeto, há diferentes públicos que são afetados socialmente por elas, como: pesquisadores, estudantes universitários, crianças em idade escolar, comunicadores, pescadores, comunidades costeiras, além das próprias aves, que são beneficiadas pelas atividades de conservação.
O impacto social de todas as ações, de forma acumulada, superou em sete vezes o montante investido pela patrocinadora, uma comprovação da seriedade e da consistência do trabalho realizado há mais de 35 anos.
“Para nós, cada contrato é uma nova oportunidade de realizar mais pesquisas, mais trabalhos com os pescadores no porto, envolvendo mais escolas, professores e formando mais jovens lideranças para a conservação marinha e costeira, buscando sempre uma gestão eficiente do investimento do nosso patrocinador, a fim de alcançar cada vez mais o objetivo do Projeto Albatroz, na conservação dos oceanos”, conta Beatriz Gago, gerente de projetos do Projeto Albatroz.
Reduzir a captura incidental de albatrozes e petréis é a principal missão do Projeto Albatroz, que nasceu em Santos (SP), no ano de 1990. Infelizmente, cerca cerca de 300 mil aves marinhas sejam capturadas incidentalmente pela pesca de espinhel todos os anos no mundo, sendo 30 a 40 mil albatrozes e petréis.
O projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz, o projeto trabalha em parceria com o poder público, instituições de ensino, empresas pesqueiras e pescadores, desenvolvendo pesquisas científicas para subsidiar políticas públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e às escolas. O Instituto Albatroz executa ainda o Programa de Monitoramento de Praias (PMP) em um trecho de 54 km, em diversas praias das cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, na Região dos Lagos.
O resultado são medidas que protegem as aves, conscientizando a sociedade sobre a importância da conservação dos albatrozes e petréis para o equilíbrio do meio ambiente marinho e no apoio dos pescadores ao uso de medidas para reduzir a captura dessas aves no Brasil.
Atualmente, o Projeto Albatroz mantém bases de pesquisa em quatro estados brasileiros e, em 2023, inaugurou seu primeiro Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha em Cabo Frio (RJ), com exposições, trilhas autoguiadas, ponto para observação de aves e realização de atividades de educação ambiental em uma das regiões com maior ocorrência de albatrozes e petréis da costa brasileira.
Para saber mais sobre as atividades de pesquisa, educação ambiental, políticas públicas e comunicação do Projeto Albatroz, siga os perfis nas redes sociais: Instagram, Facebook, Linkedin e YouTube.

