Se no futebol o Corinthians está em alta, não se pode dizer o mesmo do time fora do campo. O clube paulista recebeu uma multa de R$ 990 mil devido a danos causados em uma área de preservação ambiental.

A cobrança parte da Prefeitura de São Paulo que reivindica os direitos de compensação após o despejo de entulho na várzea do Rio Tietê, na altura do Parque Ecológico, zona leste de São Paulo. O Clube já havia sido autuado em maio de 2010, porém o processo ficou parado na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

O despejo ilegal ocorreu durante as obras no seu novo centro de treinamento, porém, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), o valor nunca foi cobrado. A construção não tinha licença ambiental e chegou a ser embargada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por 12 dias.

A liberação da obra se deu quando o clube apresentou à Prefeitura uma proposta de ajustamento de conduta. O projeto foi rejeitado somente agora, mais de dois anos depois.

“Nós vamos recorrer assim que houver a notificação. Não sei detalhar o que constava no termo de ajustamento, nós contratamos uma empresa para acompanhar o cumprimento desse acordo. Mas vamos cumprir sim tudo o que foi acertado”, afirmou o diretor jurídico do Corinthians, Luís Bussab, de acordo com o Estadão.

A ação ganhou visibilidade após moradores e ONGs denunciarem o Corinthians à Polícia Ambiental. Na época, o entulho chegou a encobrir dois campos de futebol usados pela comunidade e parte de um córrego.

O clube paulista teve então que apresentar uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com soluções para recuperar o terreno e se isentar da multa. A proposta foi apresentada, mas a Prefeitura não se pronunciou desde então.

Quase três anos depois, a gestão Haddad publicou despacho no Diário Oficial da Cidade indeferindo a assinatura do TAC, ou seja, o Corinthians terá que pagar o valor integral da multa. Os R$ 990 mil serão destinados a um fundo ambiental mantido pela Prefeitura e que patrocina projetos relacionados ao verde e ao meio ambiente na cidade de São Paulo. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.