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Há mais de dois dias o índice de poluição está maior que o normal, acima de 500 pontos na escala chinesa, que considera como “muito poluídos” os dias em que são contabilizados 200 pontos. O último nível alto como este foi registrado em dois de abril de 2007, segundo o Estadão. As consequências já são perceptíveis pela população: tosse seca, irritação nos olhos, dificuldades para respirar e fadiga. Nem mesmo a chuva serviu para reduzir a camada de poluentes.

Em 2006, especialistas chineses alarmaram a população com relatórios sobre a poluição de um importante rio da cidade.  A China tem a maior usina hidrelétrica do mundo, na represa de Três Gargantas, que ao ser construída deslocou um milhão de pessoas. Há anos os ambientalistas tentam alertar o governo sobre os impactos desta usina, mas somente em 2010 as autoridades do país reconheceram que ela pode ser a causa de desmoronamentos, deslizamentos de terra e outros problemas ambientais. Segundo o periódico “Expresso”, de Portugal, os desastres geológicos tornaram-se comuns desde que o projeto começou a funcionar.

Mais uma vez as autoridades atribuem à natureza o alto índice de poluição. Apontaram as “tempestades de areia provenientes do norte do país” como os principais causadores da nuvem que envolve a cidade. Ainda assim, a população reclama por não ter sido avisada antecipadamente.

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Os metereologistas e o Escritório de Proteção do Meio Ambiente de Xangai estão otimistas. Para eles as chuvas e as mudanças de vento irão contribuir para reduzir a poluição no ar.

Xangai é a maior cidade, com maior centro comercial e financeiro da China e uma das maiores metrópoles do mundo. Sua principal fonte de energia, o carvão, é um dos mais poluentes. As usinas termelétricas são maioria no país, diferente do Brasil que utiliza o sistema de hidrelétricas, ou seja, movidos a água. Mesmo assim a cidade de Xangai não é considerada tão poluidora, se comparada a outras cidades da China. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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