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Os períodos de seca na Amazônia tornaram-se uma preocupação recorrente. Determinados a descobrir o que acontece quando a estiagem em uma região é crescente, pesquisadores do Pará elaboraram um projeto que resseca artificialmente uma parte da mata.

Na última terça-feira (10), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou o estudo que mostra que o aumento das temperaturas pode resultar em uma diminuição na quantidade de chuvas na região amazônica. Para confirmar o que aconteceria nestas circunstâncias, pesquisadores da reserva de Caxiuanã, no Pará se empenharam em montar uma cobertura de dez mil metros quadrados que desviou toda água que iria para o solo.

O projeto idealizado pelo professor e meteorologista Antônio Lola, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e sua equipe quer mostrar na prática o que acontece quando uma região fica sem chuva por um período prolongado.

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Em entrevista ao Jornal da Globo, o professor afirma que “houve grande mortalidade de árvores, principalmente árvores grandes. Isso é uma alteração muito grande na questão do carbono, na questão da biomassa”. Esta foi a constatação do estudo ao acompanhar o que ocorre com a floresta ressecada.

O fenômeno da troca de gases e energia entre a floresta e a atmosfera também é um dos pontos estudados na pesquisa. Já existem sensores por toda a floresta amazônica que detectam a troca de carbono entre atmosfera e árvores.

A questão da biomassa, da quantidade de carbono que está fixado nas plantas, é outro ponto analisado. Os cientistas querem entender melhor as trocas de gases e energia entre a floresta e a atmosfera. Ter compreensão de como ocorrem as liberações de carbono e oxigênio são essenciais para ter consciência das terríveis consequências que o nosso planeta sofreria caso as florestas sejam um dia dizimadas por fenômenos naturais.

A lógica é simples: As florestas capturam carbono e liberam oxigênio, na fotossíntese e, capturam oxigênio e liberam gás carbônico através da respiração. Normalmente, a floresta captura mais carbono e libera mais oxigênio do que consome. Mas, se ela fosse se acabando naturalmente a decomposição das plantas faria aumentar o aquecimento global devido à quantidade de gases do efeito estufa que seriam absurdamente maiores na atmosfera.

“Seria uma visão em pequena escala do que viria a acontecer se persistirem os desmatamentos desenfreados, as queimadas em larga escala. A intensificação dos fenômenos, do El Niño principalmente, ou seja, redução da chuva. Qualquer fenômeno que cause redução da chuva o cenário final seria de uma floresta morta”, afirmou Lola.

Infelizmente, problemas complexos não têm soluções simples e apesar de todas as discordâncias, em relação às questões ambientais, em pelo menos em um ponto os pesquisadores do país estão de acordo: para frear o aquecimento global as árvores devem ser preservadas.  Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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