A 9ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema está agendada para agosto, mas, na semana do meio ambiente, vamos ter uma programação especial, online e de graça, com cinco grandes filmes sobre conservação ambiental, mudanças climáticas, economia verde e saúde.

Gratuitamente, a Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente disponibiliza cinco títulos na plataforma Videocamp: “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra”, de Jorge Bodanzky e João Farkas; “Amazônia Sociedade Anônima”, que tem Estêvão Ciavatta como diretor e Walter Salles como produtor associado; “A Grande Muralha Verde”, que tem produção-executiva de Fernando Meirelles, O Golpe Corporativo” de Fred Peabody, e Ebola: Sobreviventes”, de Arthur Pratt.

“A 9ª edição da Mostra Ecofalante foi transferida de junho para agosto por questões operacionais, mas não poderíamos deixar a Semana do Meio Ambiente passar em branco, especialmente neste momento em que a pandemia e a crise  política e econômica  têm amplificado os problemas socioambientais no Brasil e no mundo”, afirma Chico Guariba, diretor da Ecofalante. “A Mostra já faz parte do calendário da cidade de São Paulo e, com esta edição online, podemos expandir o público e o debate para todo o Brasil”.

Temas e debates

Os cinco títulos serão o ponto de partida para os debates realizados sobre os seguintes temas: conservação ambiental, mudanças climáticas, economia e saúde.

Os encontros serão transmitidos ao vivo pelo YouTube e pelo Facebook e terão a participação dos cineastas Fernando Meirelles, Jorge Bodansky e Estêvão Ciavatta; dos jornalistas Flávia Guerra, Mariluce Moura (Revista Fapesp) e Claudio Angelo (da rede Observatório do Clima); de Adriana Ramos (Instituto Socioambiental – ISA), Paulo Artaxo (cientista, professor da USP), Ladislau Dowbor (professor titular de economia da PUC-SP) e Silvio Caccia Bava (editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil).  

Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente

Atração de abertura, no dia 3/06, quarta-feira, “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” tem direção de Jorge Bodanzky e codireção de João Farkas. A produção focaliza Ruivaldo Nery de Andrade, que ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário, que teve lançamento mundial em setembro último na Bélgica, aborda as consequências do assoreamento do Rio Taquari (Mato Grosso do Sul).

Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra

O filme pode ser assistido na plataforma a partir das 19h30 e fica disponível até o dia 9/06 (terça-feira). Antes da exibição, às 19h00, o evento será apresentado pelo diretor da Mostra Ecofalante de Cinema Chico Guariba, acompanhado por Laís Bodanzky, diretora-presidente da Spcine.

Na quinta-feira, 4/06, às 17h00, entram na plataforma os filmes “Golpe Corporativo” e “Ebola: Sobreviventes”, que também ficam disponíveis até 9/06 (terça-feira). No mesmo dia, às 19h00, os diretores de “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra”, Jorge Bodanzky e João Farkas, debatem o filme, com mediação da jornalista Flávia Guerra.

Ebola: Sobreviventes

Na sexta-feira, 5/06, dia Mundial do Meio Ambiente, às 15h00, acontece o encontro inédito entre cineastas brasileiros que discutem O papel do cinema na comunicação de questões socioambientais. Participam representantes de alguns dos títulos da programação: Fernando Meirelles, Jorge Bodansky, Estêvão Ciavatta e Walter Salles (a confirmar), com mediação de Flávia Guerra.

Às 17h00 do mesmo dia, é disponibilizado por 24 horas “Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta. O filme registra uma união inédita entre índios e ribeirinhos para salvar a floresta de máfias de roubo de terras e desmatamento ilegal. A obra mostra a resistência a invasões na Terra Indígena Sawré Muybu, entre os municípios de Itaituba e Trairão, no Pará, onde vivem cerca de 200 indígenas, além de populações ribeirinhas.

Amazônia Sociedade Anônima

Estão reunidas imagens feitas durante cinco anos, intercalando imagens da floresta, feita por drones, com reuniões que a comunidade fez para organizar o processo de autodemarcação, iniciada em 2014. Estêvão Ciavatta é referência em questões sociais e ambientais, tendo dirigido dezenas de programas de televisão, incluindo “Brasil Legal”, “Central da Periferia” e “Programa Casé”, além das séries “Preamar” e “Santos Dumont”.

Às 19h00, tem lugar um debate, com o tema “Conservação: O Ataque ao Meio Ambiente e aos Povos Tradicionais”. Conta com presença de Adriana Ramos (ISA), mediação de Claudio Angelo e outros nomes a confirmar.

Já no sábado, 6/06, a partir das 17h00, ganha exibição por 24 horas o britânico “A Grande Muralha Verde”, com direção de Jared P. Scott e produção executiva do brasileiro Fernando Meirelles. O filme acompanha Inna Modja, cantora e ativista do Mali, em uma jornada épica pela Grande Muralha Verde da África —uma iniciativa ambiciosa para fazer crescer um “muro” de oito mil quilômetros de árvores que se estende por toda a largura do continente para restaurar a terra e fornecer um futuro para milhões de pessoas.

A Grande Muralha Verde

Atravessando Senegal, Mali, Nigéria, Níger e Etiópia, o documentário revela as graves consequências da degradação severa do solo e da aceleração da mudança climática. O diretor Jared P. Scott é conhecido por trabalhos com temáticas sociais e ambientais e “A Grande Muralha Verdade” conquistou em 2019 o prêmio do público de melhor documentário internacional na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Já Inna Modja ganhou notoriedade cantando sobre a violência contra as mulheres no Mali.

Às 19h00 é debatido o tema “Mudanças Climáticas: desertificação, conflitos, migrações e outros impactos imediatos”, com participação de Fernando Meirelles, o cientista e professor da USP Paulo Artaxo e mediação de Daniela Chiaretti (a confirmar).

Domingo, 7 de junho, o tema é economia, ilustrado pelo filme “O Golpe Corporativo”, de Fred Peabody (vencedor do Emmy). Uma coprodução entre o Canadá e os Estados Unidos, o documentário narra a história por trás do “golpe corporativo” que seria a origem de muitos dos problemas na democracia atual, controlada por lobistas e pelo corporativismo.

A obra parte de um tema político / histórico complexo e cria uma poderosa experiência cinematográfica que explica como o presidente Donald Trump é o resultado de políticas globalistas neoliberais fracassadas e de um “golpe”, no qual corporações e bilionários foram capazes de gradualmente assumir o controle do processo político nos Estados Unidos e em outros países, destruindo a vida de dezenas de milhões de norte-americanos que não são mais capazes de encontrar trabalho que fornece um salário digno, condenados a viver na pobreza crônica.

Golpe Corporativo

Às 19h00, o debate “System Error: como o atual sistema econômico leva à destruição ambiental, ao fim do trabalho digno e ao abalo da própria democracia” conta com Ladislau Dowbor, professor titular de economia da PUC-SP, Sueli Carneiro, filósofa, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra (a confirmar) e tem mediação de Silvio Caccia Bava.

Segunda-feira, 8 de junho, encerramos a série de debates com o tema saúde, ilustrado pelo filme “Ebola: Sobreviventes”, de Arthur Pratt. O documentário norte-americano foi recebido pela crítica especializada como sendo uma produção “muito poderosa”. Através das lentes de cineastas africanos, o longa-metragem traça um retrato dos heróis da Serra Leoa ao enfrentar o Ebola durante uma das mais agudas emergências de saúde pública dos tempos modernos.

A produção acompanha as histórias de três personagens no epicentro da epidemia: um motorista de ambulância, um menino de rua e uma enfermeira do centro de tratamento de ebola. O filme explora não apenas como a epidemia devastou famílias e comunidades, mas também os profundos mal-entendidos entre ONGs internacionais e as comunidades que elas atendem, além de desvelar tensões políticas latentes da longa e recente Guerra Civil no país.

Às 19h00, o debate “Como Comunicar em Tempos de Crise Sanitária e Fake News?” conta com o médico sanitarista Douglas Rodrigues, Átila Iamarino (a confirmar) e mediação de Mariluce Moura.

PROGRAMAÇÃO

3 de junho (quarta-feira)

  • 19h00 – Abertura com Chico Guariba e Laís Bodanzky
  • 19h30 – “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” – Jorge Bodanzky e João Farkas (Brasil, 2019, 43 min, livre)  *disponibilizado até o final do dia 09/06 (terça-feira)

4 de junho (quinta-feira)

  • 17h00 – “Golpe Corporativo” – Fred Peabody(“The Corporate Coup d’Etat”, Canadá/EUA, 90 min, 2018, livre) e “Ebola: Sobreviventes” – Arthur Pratt(“Survivors”, EUA, 83 min, 2018, 12 anos) *disponibilizados até o final do dia 9/06 (terça-feira).
  • 19h00 – Debate com Jorge Bodanzky e João Farkas, diretores de “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” e mediação de Flávia Guerra.

5 de junho (sexta-feira)

  • 15h00 – Debate “O papel do cinema na comunicação de questões socioambientais” com os diretores Fernando Meirelles, Jorge Bodanzky, Estêvão Ciavatta e Walter Salles (a confirmar) e mediação de Flávia Guerra.
  • 17h00 – “Amazônia Sociedade Anônima” – Estevão Ciavatta (Brasil, 72 min, 2019, livre) *disponibilizado por 24 horas, até às 17h00 do dia 6/06 (sábado).
  • 19h00 – Debate “Conservação: Ataque ao Meio Ambiente e aos Povos Tradicionais”, com Adriana Ramos (ISA), mediação de Claudio Angelo e outros nomes a confirmar.

6 de junho (sábado)

  • 17h00 – “A Grande Muralha Verde” – Jared P. Scott (“The Great Green Wall”, Reino Unido, 92 min, 2019, livre) *disponibilizado por 24 horas, até às 17h do dia 7/06 (domingo).
  • 19h00 – Debate “Mudanças Climáticas: desertificação, conflitos, migrações e outros impactos imediatos”, com Fernando Meirelles, Paulo Artaxo, mediação de Daniela Chiaretti (a confirmar).

7 de junho (domingo)

  • 19h00 – Debate “System Error: como o atual sistema econômico leva à destruição ambiental, ao fim do trabalho digno e ao abalo da própria democracia”, com Ladislau Dowbor, Sueli Carneiro (a confirmar) e mediação de Silvio Caccia Bava.

8 de junho (segunda-feira).

  • 19h00 – Debate “Saúde – Como Comunicar em Tempos de Crise Sanitária e Fake News?”, com Douglas Rodrigues, Átila Iamarino (a confirmar) e mediação de Mariluce Moura.