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Se persistirem os embates por territórios na estação ecológica, uma das mais resguardadas matas do sudeste poderá sofrer alterações na sua área de preservação, colocando seu complexo ecossistema em risco.

Unir a ocupação humana com a preservação ambiental é uma tarefa árdua na Estação Ecológica Jureia-Itatins, onde existe uma incrível biodiversidade registrada: considerada como o conjunto mais primitivo de Mata Atlântica no Estado de São Paulo, a região fica a 150 km distantes da capital paulista e possui 80 mil hectares em proteção integral – ou seja, neste local não é permitida a construção de casas, nem a habitação de pessoas.

Considerada como estação ecológica desde 1986, a Jureia poderá receber um mosaico de unidades de conservação, com várias categorias de proteção, sendo duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), as quais permitem a habitação apenas dos nativos, com um projeto de fiscalização sobre a exploração dos recursos naturais.

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Entretanto, na região há um grande número de habitantes mais recentes, que, descontentes com a proposta, recorreram às autoridades para incluir novas áreas de ocupação legal. Em linhas gerais, as respostas dos deputados em nada favoreceram o equilíbrio ambiental da região: um deles propôs que metade da Jureia se tornasse uma área habitável.

Rejeitada a proposta, costurou-se uma emenda que amplia duas RDSs já previstas (Barra do Uma e Despraiado) e ainda cria uma terceira, a RDS da Trilha do Imperador, que inclui as praias do Rio Verde e do Una.

É preciso que as autoridades fiquem atentas ao compatibilizar a ocupação humana com a preservação da complexa biodiversidade da Jureia, que possui grande valor científico, ambiental e turístico. Na estação ecológica, são encontradas pradarias submersas, vegetação de areia, dunas, restinga, lagoas, mangue, floresta tropical e campos de altitude. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Redação CicloVivo

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