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Na última quinta (8) a ministra do meio ambiente Izabella Teixeira, questionou a reforma do código florestal – proposta pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e aprovada na última semana pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Em seu discurso, na apresentação dos resultados do 3º ano de Monitoramento da Moratória da Soja, a ministra confirmou a necessidade de modernização no código (que é o mesmo desde 1965), mas declarou que o ministério discorda de vários pontos apresentados na proposta de Aldo Rebelo.

“Qual é o custo para o pequeno produtor recuperar áreas de reserva? Como cumprir as determinações? Estas são questões que ainda precisam de respostas. Ninguém discutiu a questão custo da reserva legal”, questionou a ministra. Ela ainda observou que o custo médio para a recuperação de áreas degradas é de R$ 5 mil por hectare.

Em seu discurso ela declarou que “trata-se de um desafio enorme. Precisaremos saber o custo desta operação, que estratégia seguir, como solucionar.”

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Embora não tenha detalhado quais itens precisariam ser alterados, ela declarou que não podemos resolver na “base do grito” e que são necessários debates mais aprofundados sobre o tema, para que o projeto siga para o Plenário com um texto mais claro e objetivo.

“Tivemos muitos avanços, mas a questão florestal é muito diversa. Não está restrita a algumas regiões. Precisa ser tratada de forma diferente na Amazônia e nas outras regiões, como o Sudeste do país”, disse Izabella, que na ocasião, ainda informou que o ministério trabalha para concluir o zoneamento econômico e ecológico até o fim do ano. Além disso, o ministério também estuda novas medidas para reduzir o desmatamento em áreas de proteção ambiental.

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Com informações do R7

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