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Uma região da Mongólia Interior, próxima à cidade de Ordos, está sofrendo com a redução de água subterrânea, devido a um projeto que vem despejando água residual tóxica nos rios. A responsável pela operação é a mineradora de carvão Shenhua, a maior da China.

A situação foi denunciada pelo Greenpeace, que realizou um estudo no local. O órgão afirma que as atividades da mineradora drenaram mais de 50 milhões de toneladas de água subterrânea desde 2006.

A agência EFE informou que a maior parte dos poços da região secou, e os construídos recentemente precisam ter, pelo menos, 100 metros de profundidade para chegar à água.  Em seu relatório, o Greenpeace mostrou que o principal lago da região, o Subeinaoer, foi reduzido a quase dois terços, assim como outros lagos.

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Os projetos chineses prejudiciais ao meio ambiente são alvos de protestos cada vez mais frequentes. Devido à pressão popular, por exemplo, o país cancelou os planos de construir uma fábrica de processamento de urânio, assim como outro projeto de uma petroquímica.

O porta-voz do Greenpeace no Leste Asiático, Deng Ping, afirma que o projeto é experimental, e, se a previsão de expandi-lo for concretizada, a mineradora necessitará três vezes mais de água, o que os levará a extrair do Rio Amarelo, podendo afetar mais sete províncias. Por conta disso, Ping pede ao governo chinês que detenha as atividades, encontrando “uma via sustentável de crescimento”.

A Mongólia é um país asiático que possui dois milhões de habitantes e faz fronteira com Rússia e China.

O pequeno documentário abaixo mostra os efeitos da ação da mineradora: 

Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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