Desde o último dia 30, um grupo de madeireiros invadiu a Terra Índigena (TI) Arara, localizada no sudoeste do Pará. A Funai, que acompanha o caso, afirma que a motivação é extração ilegal de madeira, além da ocupação da terra com demarcação de lotes.

O medo agora é que tensão seja acirrada e madeireiros e indígenas entrem em confronto. Possibilidade não descartada pela equipe da Coordenadoria Regional da Fundação do Índio, segundo informações do G1. Ao Estado de S. Paulo, a diretora de proteção territorial da Funai, Azelene Inácio, afirma que foram enviados servidores locais para a região.

A área é localizada nos municípios de Uruará e Medicilândia. Pelo mapa abaixo é possível ver que está próxima de Altamira e rio Xingu, portanto, próxima à construção da usina de Belo Monte -, já palco de diversos conflitos.

Imagem: Terras Indigenas

Conflitos e aumento do desmatamento

A Terra Indígena Arara possui 274 mil hectares e é coberta 100% pelo bioma Amazônia, na área há duas bacias: Tapajós e Xingu. Apesar de ser demarcada e homologada desde 1991, ela segue sendo invadida.

Em novembro do ano passado, lideranças dos povos Parakanã e Arara denunciaram a invasão de madeireiros e garimpeiros à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Segundo eles, as ameaças e invasões são constantes. Neste mesmo mês, o Imazon publicou um boletim onde relatava o aumento do desmatamento da Amazônia Legal em 406%, em relação a novembro de 2017 – 63% ocorreu no Pará. Somados ainda os estados de Amazonas (12%), Rondônia (9%), Mato Grosso (7%), Roraima (5%) e Acre (4%) foram detectados 287 km2 de desmatamento na Amazônia Legal.

Sobre a situação que se estende agora, indígenas podem realizar um protesto na rodovia BR-230, a Transamazônica, segundo informou o G1.