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Três meses após o terremoto e um dos maiores desastres nucleares já ocorridos no mundo, os japoneses saíram às ruas para protestar contra a produção de energia atômica. Os manifestantes pressionaram o governo a mudar o atual sistema energético do país. 

Ativistas e outros japoneses contrários às usinas nucleares protestaram em diversas regiões do país, com bandeiras e cartazes dizendo: “Não às nucleares!” e “Sem Mais Fukushima”. Além da preocupação com os riscos oferecidos por essas usinas, os japoneses foram motivados a reivindicar por não estarem contentes com a maneira como o governo do Japão lidou com o desastre ocorrido em março deste ano. 

O local escolhido para os protestos foi a central da operadora da usina de Fukushima, Tokyo Eletric Corporation. Em frente ao prédio estavam reunidas famílias completas, como foi o caso de Yu Matsuda, entrevistada pela Reuters, que levou os dois filhos para reivindicarem por uma mudança no país. “Quero que minhas crianças brinquem ao ar livre em segurança e nadem em nossos mares sem preocupações”, disse à agência internacional. 

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O acidente de Fukushima obrigou 80 mil pessoas a saírem de suas casas nos arredores da usina. A radiação liberada pelo superaquecimento dos reatores também contaminou a água e alguns alimentos produzidos na região. O terremoto, que danificou a estrutura nuclear ocasionou a morte de 23 mil pessoas. 

Desde esse episódio o governo japonês vem sofrendo pressões para deixar de produzir energia nuclear, tanto que de seus 54 reatores, apenas 19 ainda estão em funcionamento. Enquanto a população clama por mudança, as autoridades se preocupam com uma possível crise energética, já que o país ainda é muito dependente da produção atômica. Com informações do O Globo.

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