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Novas tempestades trouxeram ainda mais água para Austrália e continuam castigando o continente. Mais de 200 mil pessoas e 40 cidades foram afetadas pelas inundações num território tão grande como a França e a Alemanha juntos.

As chuvas torrenciais transbordaram diversos rios inundando milhares de quilômetros de terras de plantio e minas de carvão que estão temporariamente desativadas.

Segundo especialistas do serviço de meteorologia, "em julho, as condições de La Niña já estavam bem instaladas e a maior parte da Austrália sofreu com chuvas muito acima da média". Segundo eles o fenômeno que está associado a condições climáticas extremas levou Queensland no nordeste da Austrália ao ano mais úmido que se tem registro. As novas chuvas já afetam o sul do país.

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O fenômeno La niña é caracterizado por quedas na temperatura das águas superficiais do Pacífico Central e Oriental. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno costuma ser acompanhado de fortes chuvas na Indonésia, Malásia e Austrália, seca na América do Sul, tormentas no Atlântico tropical, ondas de frio na América do Norte e tempo chuvoso no sudeste da África. A mesma organização já havia alertado que a La Niña deveria durar mais seis meses além de anunciar monções e furacões mais intensos.

De acordo com as expectativas previstas as enchentes já atingem a África do Sul e pelo menos 39 pessoas morreram por causa de tempestades e enchentes ocorridas no leste africano.

Um porta-voz do órgão encarregado do gerenciamento de desastres no país, John Fobian, disse que centenas de pessoas tiveram de deixar suas casas em vários pontos da África do Sul por causa das fortes chuvas, que danificaram propriedades, alagaram fazendas e destruíram plantações. Segundo ele, essas chuvas não são algo fora do comum nesta época, mas o número de mortos dessa vez é "particularmente alto". As informações são da Associated Press.

Um dos lugares fortemente atingidos foi a província de KwaZulu-Natal. A empresa BHP Billiton SA anunciou a doação de 2 milhões para as vítimas das inundações; o presidente da empresa, Xolani Mkhawanzi, espera que este compromisso de doação seja seguido por outras organizações.

Mais de 800 casas foram afetadas e uma das duas estradas principais, perto do Rio Klip, foi inundada. Muitas empresas ao longo da estrada tiveram que fechar. Nas regiões rurais de Ladysmith, em Roosboom e Driefontein, cerca de 50 casas foram inundadas. Estas pessoas tiveram que ser abrigadas em casas comunitárias.

Brasil

A chuva vem causando desastres no Estado de São Paulo, no interior paulista um temporal de meia hora deixou debaixo d'água a cidade de São João da Boa Vista. As mortes no Estado de SP já chegam a onze desde o dia 1º de dezembro.

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