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O estudo publicado na última quinta-feira (3) na revista científica “Nature” alerta a humanidade para o risco de uma extinção em massa. Os autores explicam que, assim como ocorreu durante milhares de anos, algumas espécies estão prestes a deixarem de existir.

Durante os últimos 3,5 bilhões de anos, praticamente 99% de quatro bilhões de espécies deixaram de existir. A diferença é que as extinções anteriores foram causadas principalmente por causas naturais e evolutivas. O cenário atual aponta para um processo de extinção muito mais rápido e elevado, reflexo das atividades humanas.

“Os resultados confirmam que as taxas de extinção atuais são mais elevadas do que se esperaria a partir [da análise] dos registros fósseis, destacando a importância de medidas efetivas de conservação”, explicam os autores do estudo chamado, “Has the Earth’s Sixth”. Segundo a pesquisa, nos últimos 500 anos, 80 espécies de mamíferos, dos 5,5 mil conhecidos, deixaram de existir.

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O período estimado para que 50% das espécies consideradas em perigo crítico de extinção sejam efetivamente extintas é de apenas três gerações. Para o restante dos animais em perigo em menores proporções, esse tempo varia de três a 22 séculos, caracterizando assim a sexta extinção em massa.

Existe também um lado positivo divulgado na pesquisa. Os autores acreditam que grande parte desses animais ainda possa ser salva, desde que haja investimento de recursos e legislação para proteger as espécies ameaçadas.

Anthony Barnosky, curador do Museu de Paleontologia, professor da Universidade de Berkeley e principal autor do estudo, observa que as ações devem ser feitas enquanto ainda existe “muita biota da Terra para salvar”, assim não seremos caracterizados como a “espécie cuja atividade causou uma extinção em massa”. Com informações da Agência Fapesp.

Redação CicloVivo

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