Projeto forma guardiões-mirins de cavalos-marinhos no RJ
Primeira turma é composta por crianças e adolescentes; conheça o projeto
Primeira turma é composta por crianças e adolescentes; conheça o projeto
Ao longo do litoral do Rio de Janeiro, uma espécie curiosa sobrevive em meio a diversas ameaças: o cavalo-marinho. Ameaçado de extinção, o animal é o foco de um projeto que acaba de formar a primeira turma de “guardiões” dos cavalos-marinhos. O grupo é composto por crianças e adolescentes.
Há mais de vinte anos uma equipe de biólogos desenvolve pesquisas de análise genética e comportamental, monitoramento populacional dos cavalos-marinhos em todo o Estado do Rio de Janeiro e projetos de educação ambiental junto às comunidades. Para ampliar a conscientização e engajamento sobre a importância da preservação dos mesmos e da biodiversidade local, o Projeto Cavalos-Marinhos começou em setembro deste ano a ação “Guardiões dos Cavalos-Marinhos” em parceria com a prefeitura de Iguaba Grande, localizada na Região dos Lagos.

Por meio da iniciativa, 31 crianças e adolescentes na faixa de 12 a 14 anos aprenderam na prática sobre o papel dos cavalos-marinhos como bioindicadores ambientais, entendendo sua importância para a saúde dos ecossistemas marinhos. Entre as atividades, os guardiões realizaram até um mergulho de monitoramento na praia dos Ubás, na Laguna de Araruama.
O trabalho de monitoramento faz parte da atuação do Projeto Cavalos-Marinhos na Baía de Guanabara, Baía de Sepetiba e Baía de Ilha Grande, além da laguna de Araruama, Armação dos Búzios e Arraial do Cabo. De acordo com a iniciativa, algumas regiões até tiveram aumento de população, como Ilha Grande e Baía de Guanabara, porém outras reduziram.

Com duração de três meses, a turma de guardiões foi formada em 1º de dezembro. Além de promover o conhecimento ambiental, o projeto buscou formar agentes multiplicadores. A expectativa agora é que os “protetores-mirins” ajudem a disseminar a mensagem de proteção ao meio ambiente.
O Projeto Cavalos-Marinhos foi fundado por Natalie Freret-Meurer e é formado majoritariamente por mulheres. No site, o grupo informa alguns caminhos para quem quer se engajar com o trabalho da associação que não tem fins lucrativos:
