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O Governo do Acre, em parceria com a ONG ambiental WWF-Brasil, criou recentemente um programa que certifica as boas práticas dos produtores rurais do estado. Atualmente, cerca de duas mil famílias acreanas são beneficiadas pelo projeto.

Ao optar por fazer parte da certificação, o produtor rural se compromete a realizar práticas sustentáveis e a não usar o fogo para limpar os pastos e lavouras. Em troca, as famílias recebem assistência técnica de engenheiros florestais, agrônomos e técnicos extensionistas, gratuitamente.

Uma das causas que levam os ruralistas a queimar a terra é a falta de informação. A prática é normalmente utilizada para enriquecer o solo para um novo plantio. Porém, dentro do planejamento do governo também está o ensino de uma nova técnica, que utiliza uma planta chamada Mucuna aterrima ou somente, mucuna preta, como é popularmente conhecida.

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A espécie leguminosa substitui o fogo na fixação de nutrientes no solo. Além disso, ela combate a umidade, protege o terreno da erosão e dos raios solares e, ainda, combate as ervas daninhas.

Fenelon Oliveira é um dos exemplos de produtores rurais que aderiram à certificação. Ele recebeu sementes de mucuna, aves de pequeno porte, implementos agrícolas e equipamentos para mecanizar a lavoura. Outro benefício oferecido pelo governo é um auxílio de R$ 500 anuais, divido em duas vezes. Mesmo que a quantia pareça pequena, ele comemora o fato de que através dela foi possível contratar outras pessoas para o ajudarem no plantio.

O líder da WWF-Brasil no Acre, Alberto Tavares, garante que a popularização e o sucesso obtidos com o programa de certificação governamental são frutos de uma junção entre fiscalização eficiente, valorização dos ativos florestais, assistência técnica e diversificação das fontes de renda das famílias locais.

Com informações da WWF-Brasil

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