Pesquisadores australianos divulgaram, nesta semana, um estudo em que são apresentadas as causas para a extinção de grandes espécies pré-históricas. Antes deste trabalho, a ação humana era atribuída como principal justificativa para a queda destes animais, agora se sabe que as razões são exclusivamente naturais.

O estudo, publicado pela revista científica PNAS, mostrou que as mudanças climáticas naturais elevaram a quantidade de queimadas, sendo fatais para animais como o Diprotodon, o maior marsupial que já existiu. A espécie se assemelhava a um canguru gigante e os cientistas não sabem ao certo se ele conseguia saltar devido ao seu grande porte.

A lista de animais extintos inclui 14 espécies, todos eles são animais gigantes que habitaram a Oceania antes mesmo que as primeiras pessoas chegassem ao continente. O estudo mostra que há 50 mil anos, quando os primeiro humanos habitaram a Austrália, existiam apenas oito tipos de animais com este perfil.

A pesquisa serviu para destruir o mito de que os aborígenes teriam sido os responsáveis pela extinção. A comprovação científica mostra que a perda das espécies é consequência dos fatores climáticos, que inclusive resultaram no processo de desertificação da Austrália há, aproximadamente, 450 mil anos. Além disso, os pesquisadores dizem que os primeiros humanos não tinham equipamentos de caça adequados para matar os animais gigantes. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.