Um relatório divulgado pelo Greenpeace da Ásia mostrou que a poluição atmosférica tem sido uma das principais causas de morte na China. Somente em quatro grandes cidades analisadas foram identificadas 8.600 mortes prematuras em 2012.

De acordo com o estudo, esses números são “apenas uma pequena fração” do enorme impacto que as pequenas partículas, conhecidas como material particulado fino, 2,5 (PM2.5),  contidas no ar causam à saúde da população.

Os dados apresentados se concentraram nos impactos causados por apenas um tipo de partícula poluidora. Por causa disso, os números são bem baixos, se forem considerados outros tipos de poluição. Mesmo assim, o impacto econômico causado por este poluente chega a US$ 8,34 bilhões de dólares, o que também pode estar abaixo do real, devido à dificuldade dos pesquisadores em acessar as informações oficiais.

As partículas de PM2.5 são conhecidas por serem altamente perigosas, elas causam danos ao tecido pulmonar e ao sistema cardiovascular. Em consequência disso, resultam em câncer de pulmão e outras doenças mortais.

A maior parte dos casos de morte em consequência desta poluição foi identificada em Pequim, Xangai, Cantão e Xian. O estudo aponta para um aumento de 10% nos óbitos durante os últimos dois anos.

Em declaração ao jornal local South China Morning Post, o professor Pan Xiaochuan, da Universidade de Pequim, explicou que os habitante de áreas menos poluídas são “mais sensíveis à má qualidade do ar e estão mais propensos a doenças induzidas por poluição”.

Zhou Rong, representante do Greenpeace, fez um alerta às autoridades chinesas. “A PM2.5 está colocando a saúde pública em risco todos os dias. Mas, pior ainda, se seguirmos os planos atuais oficiais [de combate à poluição do ar] seria preciso esperar mais 20 anos para atender ao padrão nacional, que continua a ser muito arriscado, se comparado às orientações da Organização Mundial de Saúde”. O ativista finaliza com uma pergunta: “Quem pode se dar ao luxo de esperar?”. Com informações do South China Morning Post.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.