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De acordo com site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a campanha à reeleição, empresas do setor de agronegócio, pecuária e papel e celulose doaram para 13, dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, um montante de R$ 6,5 milhões.

Ainda conforme divulgação do TSE essas doações se concentraram nas campanhas dos deputados que votaram a favor da mudança do Código Florestal. Apenas um dos candidatos que arrecadaram a verba em empresas do segmento ruralista não conseguiu se reeleger. Esta comissão aprovou a mudança no código por 13 votos a cinco. Somente dois dos que votaram a favor não receberam ajuda do setor de agronegócio, um deles foi barrado pela lei da Ficha Limpa e o outro não conseguiu se reeleger.

As empresas desmatadoras financiaram 32,5% dos gastos totais da campanha eleitoral destes 11 parlamentares. Entre eles, está o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que não só apoiou a reforma do código, como é o relator. Com este ato, Rebelo garantiu sua permanência no cargo após receber mais de 130 mil votos no Estado de São Paulo. Apesar de relator, ele foi um dos que menos recebeu ajuda e declarou que utilizou cerca de R$ 172 mil vindos de cooperativas que representam cafeicultores, citricultores e agropecuaristas. Em primeiro lugar nas arrecadações está Marcos Montes (DEM-MG), deputado federal, também reeleito, que arrecadou cerca de R$ 1 milhão só de pecuaristas, usineiros e exportadores de papel.

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Duarte Nogueira (PSDB-SP), segundo colocado na lista dos que mais receberam, arrecadou R$ 955 mil de empresas interessadas na aprovação do novo Código. Preferido pelas indústrias de papel, Nogueira se declara engenheiro agrônomo, agricultor e pecuarista.

A Bunge Fertilizantes, uma das principais empresas do agronegócio contribuiu com as despesas de oito dos 13 que votaram a favor do novo código e que concorreram à reeleição. A quantia disponibilizada pela empresa resulta em R$ 500 mil, distribuídos somente entre políticos da comissão especial, mostrando que a doação para campanhas de deputados não foi feita de forma aleatória.

Segundo declarações, Nogueira explicou que recebe doações do setor agrícola e que não é de hoje. Afirmou também que tem “profunda identidade” com este segmento produtivo e que sua defesa para a aprovação do novo Código Florestal aconteceu independentemente de ter recebido as doações do agronegócio.

As mesmas empresas também custearam a campanha do lado dos ambientalistas que votaram contra a mudança do código, porém, o valor foi bem inferior aos outros colegas, chegando a um total de R$ 150 mil. Quem também conta com doações do agronegócio é Ricardo Tripoli (PSDB/SP) que registra R$ 120 mil. Já Sarney Filho (PV-MA) declara ter utilizado R$ 30 mil; dinheiro recebido de uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

No ultimo dia três, estes parlamentares se reuniram para tentarem incluir este polêmico projeto na pauta do plenário ainda este ano. Se a reforma for aprovada novamente será encaminhada para o Senado e em seguida para o presidente, que decidirá se ela deve ou não ser sancionada.

Com informações do R7

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