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Foi divulgado hoje, pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer, o ranking de qualidade de vida das cidades, que em 2010 incluiu 221 cidades. São Paulo ficou em 117º lugar, atrás de Brasília (104º) e Rio de Janeiro (116º).

O ranking leva em conta aspectos como política, sociedade, economia, saúde, saneamento, escolas, serviços públicos, transporte e moradia.

Quem levou o 1º lugar foi Viena, capital da Áustria, enquanto a última colocada foi Bagdá, capital do Iraque. E tal como no ano passado, as cidades européias ocuparam os 10 primeiros lugares.

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Como nesse ano foram incluídas novas cidades, não é possível fazer uma comparação com o ano anterior.

Enquanto nas cidades norte-americanas teve-se uma certa estabilidade, nas cidades da América latina houve um grande declínio da qualidade de vida “devido à instabilidade política, aos problemas econômicos e à falta de energia em certos países”, afirma Parakatil pesquisador sênior na Mercer.

 

Ecocidades

A novidade do ranking nesse ano foi a lista de ecocidades, onde a situação de São Paulo é ainda pior, ocupando o 148 º lugar, novamente atrás do Rio de Janeiro (112º) e Brasília (109 º).

Como critério para o ranking eles utilizaram como base a disponibilidade de água e de sua potabilidade, coleta de lixo, qualidade do sistema de tratamento de esgoto, poluição do ar e congestionamentos de trânsito.

O Sr. Parakatil comentou: “Uma cidade com posição alta nesta classificação otimiza o uso de fontes de energia renováveis e gera a menor quantidade possível de poluentes (ar, água, ruído, etc.). O ‘eco-status’ ou atitude em relação à sustentabilidade de uma cidade pode ter importante impacto na qualidade de vida de seus habitantes.”

No ranking das ecocidades quem lidera é Calgary, no Canadá, e o último lugar ficou com Porto Príncipe, no Haiti (local que foi fortemente atingido por um terremoto nesse ano).

Várias outras cidades latino-americanas estão à frente das brasileiras nesta lista, como Montevidéu, no Uruguai (70º lugar), Buenos Aires (83º), e Assunção, no Paraguai (90º).

“Um determinado padrão de sustentabilidade é essencial para a vida urbana e representa uma parte muito importante da qualidade de vida dos habitantes de uma cidade. Embora uma alta qualidade de vida possa ser assumida como existente em determinadas cidades, a ausência dela é muito mais percebida e pode inclusive gerar auxílios de qualidade de vida consideráveis”, declarou o Sr. Parakatil.

Confira as listas completas aqui

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