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O declínio da população de Coalas pode estar associado à baixa diversidade genética. Este é o resultado de uma pesquisa publicada esta semana no jornal científico BMC Genetics, que mostra o quanto os marsupiais australianos estão fragilizados.

O estudo foi feito a partir de uma parceria entre a Universidade de Illinois (EUA), o Instituto Smithsonian, Instituto de Pesquisa da Vida Selvagem de Leibniz (Alemanha) e o Museu de História Natural da Dinamarca. Os pesquisadores compararam o material genético de Coalas atuais com outros animais preservados em museus.

O declínio da espécie ocorreu principalmente entre os séculos 19 e 20, em consequência de destruição de habitat, doenças e caça. No estudo os especialistas explicam que a baixa diversidade genética identificada nos Coalas os deixa mais vulneráveis a doenças.

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Este problema genético é ocasionado pela reprodução entre parentes próximos. Antes do estudo, os pesquisadores acreditavam que esse era um cenário recente, no entanto, após as análises com os animais preservados, foi possível identificar que o problema já vem de longa data, provavelmente ocorra há milhares de anos, minando as chances de sobrevivência e adaptação dos marsupiais.

“Nós pensávamos que, como outras espécies [de animais] cujas populações diminuíram muito recentemente, haveria uma diversidade maior nos exemplares [de coalas] de museus do que entre os espécimes modernos. Descobrimos que isto não é verdade. O evento que reduziu a variação genética dos coalas deve ter ocorrido há muito tempo”, explicou Alex Greenwood, um dos autores do estudo. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

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