A Câmara Municipal de Americana, em São Paulo, está analisando o Projeto de Lei 53/2017, de autoria do Vereador Profº Padre Sergio (PT), que visa banir a prática de pulverização aérea de agrotóxicos no município.

A proposta foi aprovada por unanimidade, em primeira discussão, mas o lobby de empresas de aviação agrícola e produtoras de veneno em cima dos demais parlamentares tem sido forte no sentido de rejeitarem o projeto na próxima sessão ordinária.

O Greenpeace participou da audiência pública que debateu a proposta e reconheceu a importância de sua aprovação para o município, que, de toda a sua área, apenas 5,85% pode receber agroquímicos por aeronaves. O Ministério Público também espera que a lei entre em vigor, pois constatou que não é fiscalizada a aplicação no espaço que compreende 1/3 do território americanense.

Lembrando que o PL deve garantir a produção de alimentos orgânicos, a conservação de 37% das nascentes do município, maior proteção do solo, a qualidade do ar e a vida de animais da região, especialmente abelhas e pequenos mamíferos. Mais informações aqui: https://goo.gl/jjQQni.

“Essa é uma excelente iniciativa. Considerando que a cidade de Americana está situada em uma região de intensa atividade agrícola e que usa muito da prática da pulveirização aérea, proibir essa atividade trará um impacto positivo muito significativo e pode servir de exemplo para outras cidades e regiões. A pulveirização aérea já é proibida em outros países e é um absurdo que ainda seja permitida no Brasil”, defende Marina Lacôrte, da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace.

Por Greenpeace.