Apesar de os dados oficiais marcarem queda no desmatamento amazônico, a degradação na floresta continua a crescer. Estas foram as informações coletadas e divulgadas pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

A diferença entre a área considerada desmatada e a degradada é que, no primeiro caso, ocorre a destruição total da floresta, enquanto no segundo ela é apenas comprometida parcialmente. As causas para a degradação podem ser diversas, entre elas a exploração madeireira e a construção de novas estradas.

O Imazon utiliza dados da satélite para mensurar a redução da área florestada na Amazônia. Com base nas informações coletadas identificou-se que a degradação se manteve estável nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que o desmatamento reduziu. Mesmo assim, os números ainda são alarmantes. Nesta década analisada, que termina em 2010, a área desmatada e degrada foi quase igual ao tamanho do estado de São Paulo, com redução de 219,8 mil km2 de mata preservada.

“Uma recomendação que a gente faz é que o governo federal faça um acompanhamento maior [da degradação] do que está sendo feito até agora”, explicou Carlos Souza Júnior, pesquisador sênior da ONG, em declaração ao Globo Natureza.

Os estados que apresentaram os piores índices foram: Mato Grosso e Pará, que juntos somam 80% da área degradada entre 2001 e 2010. Os períodos de estiagem são os momentos em que as piores situações foram registradas. Em consequência disso perde-se biodiversidade e a floresta fica mais propensa ao desmate. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.