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A Natura 2000 – rede europeia de zonas naturais protegidas aumentou sua área em 27 mil km2, sendo mais de 17.500 km2 de zonas marinhas, o que favorece a proteção de diversas espécies que estão em risco. Deste modo, a União Europeia (UE) tem agora sua fauna e flora altamente protegidas.

A rede europeia é a maior arma na luta a favor da biodiversidade e da segurança dos serviços ecossistêmicos e foi criada para garantir os mais valiosos e ameaçados habitats da Europa e a sobrevivência das espécies.

Mais de 18% da cobertura terrestre e mais de 130 mil km2 dos mares da UE são incluídas pela Natura 2000. República Checa, Dinamarca, França, Espanha e Polônia são os principais países envolvidos nesta última ampliação, que corresponde a mais da metade do acréscimo.

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Estuários que abrigam recifes e bancos de areia de águas frias, viveiros de peixes juvenis e escala vital nas longas migrações de espécies como o salmão-atlântico (Salmo salar) e o sável (Alosa alosa) estão presentes nestes novos sítios marinhos, incluídos na região Atlântica. Outros animais agora protegidos são a toninha-comum (Phocoena phocoena) e diversas esponjas gigantes recentemente descobertas.

O Comissário Europeu do Ambiente, Janez Potočnik, declarou a uma agência internacional, que “protegendo a natureza, protegemo-nos a nós próprios. A Natura 2000 é como um seguro de vida, salvaguardando a resiliência da natureza e garantindo-nos um relacionamento sustentável com o mundo natural de que dependemos. Sou particularmente grato por testemunhar esta proteção acrescida em 17.500 km² dos nossos mares.” 

A natura 2000 tem como objetivo travar a perda da biodiversidade da Europa até 2020 protegendo-a e reconstituindo-a onde foram degradadas, bem como contribuir, em escala mundial, com a prevenção da biodiversidade.

Não são somente os mares que ficam protegidos. A expansão reforçará na mesma medida a proteção de valiosos habitats terrestres como faiais de montanha, campinas, lagos e zonas úmidas que abrigam diversas espécies raras e ameaçadas como a lontra (Lutra lutra), o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis) e a borboleta da espécie Maculinea teleius.

A filosofia da rede é que o homem deve colaborar com a natureza, portanto atividades como turismo, exploração florestal e agricultura devem ser sustentáveis e estar em harmonia com ela. Os estados-membros escolhem os seus sítios Natura 2000 em parceria com a Comissão que posteriormente são reconhecidos formalmente como “lugares de importância comunitária”, como acontecido na última segunda-feira (10). Este processo confirma o estatuto formal dos sítios e cimenta as obrigações relativas à sua proteção. Os Estados-Membros têm então seis anos para instituir as medidas de gestão necessárias.

As nove regiões biogeográficas da rede traduzem a riqueza da biodiversidade na União Europeia.

Com informações do Pela Natureza

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