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A revista Science de novembro publicou dois artigos que abordam a evolução do ecossistema mais rico em biodiversidade no planeta, a Floresta Amazônica.  Os estudos mostraram que a biodiversidade sul-americana encontrada é mais antiga do que se estimava.

No artigo Carina Hoorn, da Universidade de Amsterdã, e seus colegas destacam descobertas recentes que reconhecem a evolução da cordilheira dos Andes como a principal força propulsora da biodiversidade da região. O desenvolvimento do artigo contou também com a participação de pesquisadores brasileiros.

O documento foi baseado em estudos na filogenia molecular, ecologia e geologia estrutural e paleontologia; e oferece uma visão dos antigos habitantes e dos processos geológicos da floresta Amazônica ocorridos na era Cenozóica. As informações mostram também como a elevação dos Andes desencadeou o processo geológico que deu origem ao hotspot de biodiversidade que constitui hoje a maior floresta tropical do planeta.

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O segundo artigo, escrito por Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical no Panamá, e colegas; abordou os efeitos de um dos eventos de aquecimento global mais repentino dos últimos 65 milhões de anos, conhecido como ‘o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno’ (MTPE); nas florestas tropicais da Colômbia e da Venezuela.

Foram analisados pólen, esporos e outras matérias orgânicas fossilizadas de três locais tropicais que demonstraram um grande aumento da diversidade nas plantas, principalmente das espécies frutíferas durante o MTPE, ou seja, há 55 milhões de anos, as florestas tropicais prosperaram em condições de alta temperatura e elevadas concentrações de dióxido de carbono.

Esse resultado veio de encontro com o antigo pressuposto de que o estresse térmico afeta negativamente os ecossistemas tropicais.

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