- Publicidade -

O Instituto Baleia Jubarte, que acompanhava o processo de desencalhe da baleia na praia de Geribá (RJ) desde segunda-feira (25), informou que o animal não aguentou e morreu na última quarta-feira (27), por volta de uma hora da manhã, após dificuldades na respiração e posterior convulsão. O animal tinha aproximadamente 15 metros e pesava 30 toneladas.

Milton Marcondes, pesquisador do instituto, disse que o corpo da baleia já estava completamente seco e que a frequência respiratória estava muito acelerada.

O momento agora é de decidir pra onde vai e como remover o corpo da baleia que poderá ser transportada inteira ou cortada. De acordo com o pesquisador o melhor seria transportá-la inteira para evitar risco de contaminação da praia.

- Publicidade -

Diversas tentativas foram realizadas, porém o resgate foi dificultado devido ao recuo da maré. A operação continuaria até quando a maré começasse a subir, mas a baleia não sobreviveu.

“No Brasil não temos equipamento adequado para puxar uma baleia deste porte. Além disso, ao que tudo indica, ela já chegou debilitada na praia”, disse o prefeito Mirinho Braga, que comanda a equipe da prefeitura que tentou salvar a baleia.

“O peso do animal comprime os órgãos quando está fora d’àgua e acaba dificultando a circulação e contribuindo para o acúmulo de toxinas do corpo”, disse Marcondes. Segundo ele, registrou-se um índice de mortalidade atípico de jubartes este ano, foram 91 baleias encalhadas somente em 2010. O máximo que havia sido registrado para um ano, até então era de 41, em 2007. O instituto está comparando tendências com pesquisas na Austrália e na Argentina.

De acordo com o Instituto Ecológico Aqualung, acontecimentos como este são eventos da natureza e o homem pouco pode interceder. Os desencalhes com sucesso geralmente se dão devido à cheia da maré que facilita o resgate e das condições das praias que o animal encalhou, ou seja, a interferência do homem nestes casos não é o fator fundamental para a sobrevivência do bicho.

As manobras do desencalhe ocasionam estresse no animal e muitas vezes causam danos à sua estrutura corporal. Com raras exceções, a própria baleia, com o auxilio da natureza, consegue se salvar. O prazo é de 24 horas e, se ela não conseguir sair neste período, as limitações de seu corpo e sua fisiologia determinam sua morte.

Os encalhes acontecem por diversos motivos desde doenças que acometem a perda da noção espacial até inexperiência na alimentação, no cerco de um cardume de sardinhas. Porém, conforme dito anteriormente isso é um evento natural e incomum, do qual o homem não participa.

De acordo com o Instituto, o número de baleias encalhadas aumentou devido ao sucesso de projetos de preservação e proibição da caça destes animais como o Projeto Baleia Jubarte e o projeto Baleia Franca, ou seja, aumentou a densidade populacional e consequentemente a chance de encalhes.

- Publicidade -