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18 de janeiro de 2000. É rompido um duto da Petrobrás que ligava a Refinaria Duque de Caxias ao terminal Ilha d’Água. O rompimento do duto provoca o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível na Baía de Guanabara. A mancha se espalha por 40km2.

Um laudo da Coppe/UFRJ, divulgado em março de 2000, concluiu que o derrame de óleo foi causado por negligência da Petrobrás, já que as especificações originais do projeto do duto não foram cumpridas.

De lá para cá vimos ONGs lutando para salvar a região, promessas sendo feitas e pescadores lutando para sobreviver em condições muito piores das que estavam habituados. O resultado 10 anos depois? O mangue ainda não se recuperou, a fauna da área está muito prejudicada, e todos os acusados foram absolvidos.

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Em entrevista ao Estadão, o pescador artesanal Maicon Carvalho, disse "Parece até que os culpados pela tragédia fomos nós. A punição só veio para a gente". O pescador lamenta os danos dizendo que a pescaria feita por lá, hoje é escassa e pobre.

O pescador Alexandre disse à reportagem do Estadão, que tudo que ele recebeu da Petrobrás, referente ao mês em que a pesca foi vetada, foram R$750,00. A Petrobrás alega que investiu R$450 milhões em projetos ambientais e sociais na baía. A companhia ainda alega que o programa para restabelecer a vegetação de manguezais na praia de Mauá e nas margens do Rio Estrela, com duração prevista até 2013, é o "maior do gênero no Brasil". Para Anderson, não passa de projeto de fachada.

O analista ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio) Bruno Herrera, afirma que estudos indicam ser necessários mais 20 anos para a recuperação do mangue.

Enquanto isso…

Algumas pessoas vendo tal cenário, não se permitiram ficar paradas e foram para a ação.

A fundação OndAzul, criada por Gilberto Gil e um grupo de ambientalistas, iniciou em 2001 o Mangue Vivo, projeto de recuperação dos manguezais ao longo da baía de Guanabara. O projeto já recuperou uma área equivalente a 12 hectares, plantou pelo menos 38 mil mudas e recebeu a mobilização de aproximadamente 1000 pessoas por ano.

Após o derramamento de óleo havia apenas duas espécies de caranguejo na região, hoje existem sete.  Atualmente é possível até avistar flamingos (uma espécie ameaçada de extinção) no mangue. Alfredo Syrleis, Conselheiro da fundação OndAzul, diz que um dos planos é transformar essa área toda num pólo de ecoturismo do Rio de Janeiro.

Confira o documentário sobe o projeto:

 [VIDEO:mangue_vivo_o_mutirao]

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