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Ararinha-azul considerada extinta é vista na natureza após 14 anos

O animal foi visto voando livremente na região de caatinga de Curuçá, no interior do Bahia.

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Ararinha-azul na Caatinga. Foto: ACTP

Uma ótima notícia para a conservação da fauna brasileira: um exemplar de ararinha-azul – ave considerada extinta na natureza – foi visto voando livremente na região de caatinga de Curuçá, no interior do Bahia, habitat exclusivo da espécie desaparecida desde 2002. Surpresos, moradores registraram a ocorrência em vídeo.

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O primeiro a avistar a ave foi o agricultor Nauto Sergio Oliveira, no sábado (18). Assim que confirmou se tratar de uma ararinha-azul, comunicou a seus vizinhos. No dia seguinte, Lourdes Oliveira e sua filha Damilys Oliveira levantaram ainda de madrugada e foram procurar a ararinha nas matas ciliares da região.

Às 6h20 da manhã, conseguiram não apenas ver a ave, mas também registrá-la através de um vídeo gravado com o celular de Damilys. Com o vídeo na mão, Lourdes entrou em contato com os biólogos que integram o projeto Ararinha na Natureza, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Reforço na Proteção

Uma expedição liderada pelo ICMBio se juntará aos esforços dos moradores locais na tentativa de localizar a ave e obter o maior número de informações possíveis. A expedição também é uma das ações do projeto Ararinha na Natureza, patrocinado pela empresa Vale, através do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

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Segundo Ugo Vercillo, diretor de Biodiversidade do Ministério Meio Ambiente, que também integra o projeto Ararinha na Natureza, o fato de aparecer uma ararinha na região de Curaçá reforça ainda mais a necessidade de proteção da área.

Ações em Campo

Desde 2013 o projeto Ararinha na Natureza vem trabalhando para criar uma unidade de conservação (UC) com 44 mil hectares no município com o objetivo de proteger a Caatinga e as matas ciliares.

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Paralelo a esses acontecimentos, há um grande esforço do ICMBio e de criadouros internacionais no sentido de se promover a reprodução da espécie em cativeiro para posterior reintrodução na natureza. Tal iniciativa é considerada indispensável ao sucesso do projeto e conta com a participação dos criadouros Al-Wabra Wildlife Preservation, do Catar; da alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP); e Fazenda Cachoeira, localizada no interior de Minas Gerais e que abriga cerca de 120 ararinhas-azuis, de onde sairão os primeiros indivíduos a serem reintroduzidos em Curaçá.

Do MMA

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