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No mês de maio, 268 quilômetros quadrados da Amazônia foram desmatados. O número representa o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os estados que mais desmataram o Mato Grosso lidera a estatística, em seguida Rondônia e Pará.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem um sistema de alerta chamado Deter, criado em 2004 para dar suporte à fiscalização e controle de desmatamento, que detecta o desmatamento em tempo real. Quase todos os dias o Ibama recebe os resultados dos dados que posteriormente serão detalhados em relatórios mensais ou bimestrais.

Foi através deste sistema que o Inpe identificou a alta degradação nestes estados e divulgou os dados na última quinta-feira (30), alguns sofreram corte raso e outros degradação progressiva. O relatório completo de avaliação amostral do Deter é público e pode ser consultado pelo site do Inpe.

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Em 2010, o Inpe anunciou desmate de 109,6 km².  Neste ano, só no Mato Grosso, principal produtor de soja e algodão do Brasil, o desmate foi de quase 94 quilômetros quadrados, por isso lidera a estatística. Em Rondônia o desmate foi de 67,9 Km² em terceiro lugar ficou o Pará por 65,5 km².

Devido a cobertura de nuvens nem todos os desmatamentos podem ser identificados pelas imagens do Deter, que capta tudo através do sensor Modis do satélite Terra.

Por esta limitação, algumas nuvens podem encobrir uma área fazendo com que por vezes os dados do Deter não sejam tão precisos e atuais, uma vez que é possível o sistema incluir áreas cortadas em períodos anteriores ao do mês de mapeamento. Por isso, o Deter deixa claro que o desmatamento é um processo e não um evento, ou seja, seus dados podem conter áreas que estejam em processo de desmatamento progressivo.

Em função de tais variações o Inpe recomenda que não se compare dados de um para o outro. O Inpe utiliza o Prodes para calcular a taxa anual do desmatamento na Amazônia. O projeto Prodes, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, tem a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama. Este sistema conta com imagens de melhor resolução que facilitam a vistoria de pequenos desmatamentos.

Mesmo com o aumento, o desmatamento na Amazônia caiu 44% em maio se comparado ao mês de abril. Os números mostram que houve redução de mais de 200 km². Em março foi anunciado o aumento do desmate, desde então o Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança e o Exército se uniram na fiscalização e no combate ao desmatamento ilegal. Com informações do Inpe.

Marcia Sousa – Redação CicloVivo

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