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A urbanização e o aquecimento global poderão deixar um bilhão de pessoas em grave escassez de água, nas próximas quatro décadas. Os resultados dessas mudanças serão sentidos principalmente em países em desenvolvimento, como Índia e China.

Essas informações foram divulgadas na última segunda-feira (28) em um artigo científico publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS). Uma das causas para o problema com a obtenção de água potável é a intensa urbanização. Por isso, os países mais expostos são aqueles que sofreram um êxodo rural muito grande nos últimos tempos.

Segundo o estudo, na metade deste século poderá haver 990 milhões de pessoas vivendo com menos de cem litros diários de água, quantidade considerada o mínimo necessário para a sobrevivência. Isso significa que essas pessoas não terão água disponível para manter os níveis de higiene doméstica, ou até mesmo para cozinhar e beber.

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Para Rob McDonald, um dos autores do estudo e participante da rede ambiental The Nature Conservancy, os resultados da pesquisa não devem ser considerados uma verdade absoluta e sim uma oportunidade de mudanças enquanto essas comunidades ainda têm tempo. “Não tomem os números como um destino. São o sinal de um desafio”, explicou ele.

Na Índia, as seis maiores cidades do país correm o risco de chegarem a esse nível. Na África, as cidades de Lagos e Cotonu, devem ser as mais afetadas, assim como Pequim (China), Manila (Filipinas), Lahora (Paquistão) e Teerã (Irã).

Já existem atualmente 150 milhões de pessoas vivendo nessa realidade, com menos de cem litros de água por dia, enquanto nos Estados Unidos, como em outros países desenvolvidos, a média de consumo diário de água é superior a 370 litros. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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