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O objetivo inicial era reaproveitar os resíduos do processo de fabricação de papelcartão (fita de papel resinada) da Ibema, terceira maior produtora de papelcartão do Brasil e um dos maiores players da América Latina, mas acabou por virar algo maior. Hoje, segundo Clarice Battistelli, Analista de Responsabilidade Social da empresa, o projeto IbemArte empodera mulheres, ajuda-as no reforço do seu orçamento familiar, além de capacitá-las para o mercado de trabalho.

O nascimento do projeto

Com o envolvimento de 12 artesãs, o IbemArte teve início em 2014 e foi desenvolvido, inicialmente, nas dependências do Centro Comunitário Ibema, na localidade de Faxinal das Boa Vista, em Turvo, no Paraná, cidade com um dos menores IDHs do Brasil situada a 314 quilômetros de Curitiba. A proposta surgiu com a intenção de reutilizar um dos refugos da produção da fábrica e tornar o artesanato algo profissional, tendo reconhecimento e espaço comercial pela sua qualidade e marca. Afinal, um dos propósitos da Ibema é promover a evolução por meio da produção sustentável e o desenvolvimento socioambiental das comunidades ao seu entorno.

“Buscamos mulheres interessadas em participar do projeto. Demos toda a estrutura necessária para que elas pudessem começar a trabalhar. Buscamos desenvolver um produto sustentável e de alta qualidade. Criamos a marca, desenvolvemos etiquetas, sacolas, tudo que elas precisavam. Fizemos uma consultoria com o SEBRAE, um catálogo. A IbemArte hoje proporciona a essas mulheres um outro olhar sobre arte, sobre trabalho, sobre o poder que elas têm”, conta Clarice.

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Como Cecília Taborda Czusz, de 54 anos, uma das artesãs mais antigas do projeto, que afirma não só gostar de participar do projeto, como ter orgulho do que faz. “Gosto de fazer todas as peças e de participar. Afinal é um trabalho, ocupa a cabeça e traz uma boa renda que me ajuda a pagar as contas, como a conta de luz, por exemplo. Para mim é muito importante”, conta.

O IbemArte atualmente

Hoje, o IbemArte conta com 17 mulheres que eram trabalhadoras rurais ou donas de casa, mas que encontraram no trabalho manual e exclusivo do projeto uma nova fonte de renda. E para facilitar o acesso dessas artesãs ao ateliê, as peças passaram a ser confeccionadas em três comunidades próximas à fábrica de papelcartão, no Residencial Vila Bella (Centro Comunitário Ibema), na Vila Rural (8 km da indústria Ibema) e Banhado Vermelho (10 km da indústria Ibema). De tudo o que é comercializado, 80% do valor é revertido para as artesãs e os outros 20% volta à IbemArte para serem investidos na aquisição de materiais e para capital de giro do projeto, com o intuito de já prepará-las para uma futura emancipação de caráter empreendedor.

São produzidas diferentes peças como cestas, porta-objetos, porta, porta-vinhos, peças para escritórios e mesa, dentre outros produtos 100% sustentáveis e de alta qualidade no acabamento. Além do município de Turvo, as peças podem ser encomendadas sob demanda.

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