Você conhece algum prefeito brasileiro que não usa carro? Pode parecer impossível, mas o prefeito de Londres, Boris Johnson, costuma usar o metrô ou a bicicleta para ir diariamente ao trabalho. Aliás, ele não é o único político britânico a usar o transporte alternativo.


Foto: Andrew Parsons/Flickr

Ao contrário das cidades brasileiras, a London Assembly, equivalente à Câmara dos Vereadores, não disponibiliza automóveis oficiais às autoridades londrinas. Conforme informado pela Folha, em reportagem de agosto de 2013, os políticos britânicos recebem apenas um vale-trasporte, para que se desloquem diariamente utilizando o transporte público.

Johnson é um dos principais símbolos mundiais de políticos que incentivam o cicloativismo e o uso da bicicleta como meio de transporte. Quando a capital inglesa iniciou o sistema de bicicletas compartilhadas, uma imagem do prefeito usando capacete e pedalando sua bicicleta, com uma mochila nas costas, foi usada para divulgar o programa.


Foto: Tamara Craiu/Flickr

Não se trata apenas de gosto pessoal. O não financiamento de automóveis para uso particular é regra em Londres. “O prefeito e os membros da London Assembly têm o compromisso de usar o transporte público”, diz a regra da prefeitura. Além disso, até mesmo os reembolsos pelo uso de táxi somente são feitos caso prove-se que o funcionário não pôde utilizar uma opção mais barata.

No Brasil

Em contrapartida, a Folha de São Paulo também fez um levantamento sobre os gastos da cidade de São Paulo com o transporte dos políticos. Vereadores, deputados, assessores, prefeito, governador e outros funcionários públicos têm direito a um carro alugado, pago com o dinheiro público.

Enquanto no ano de 2012 Boris Johnson teve o reembolso de R$ 382, a prefeitura de São Paulo gastou R$ 1,145 milhão com os carros oficiais. Em 2013, um veículo de luxo permaneceu parado na garagem da prefeitura dando despesas de R$ 13.075 por mês.

Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.