- Publicidade -

Um estudo produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pelo World Resources Institute mostra que os países mais desenvolvidos são responsáveis por 56% do desperdício de alimentos no mundo. O principal objetivo do relatório é reduzir pela metade as perdas de comida, mas o estudo também sugere a criação de um padrão global para medir a perda de alimentos.

Dados apontam que, nos países ricos, os alimentos são descartados com maior frequência na fase do consumo. Já nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o desperdício costuma ocorrer por parte do produtor, após a colheita e armazenamento.

O estudo revela que, em todo o mundo, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou descartados por ano. A água utilizada para produzir a comida desperdiçada poderia encher 70 milhões de piscinas olímpicas, e o total de terra arável usada para produzir alimentos desperdiçados é do tamanho do México.

- Publicidade -

Só nos Estados Unidos, o desperdício de comida custa US$1,6 mil por ano para uma família de quatro pessoas. O estudo destaca ainda que o tamanho das porções nos restaurantes norte-americanos vem aumentando desde 1970 – assim, os estabelecimentos estimulam os consumidores a comprar porções maiores por preços acessíveis, o que aumenta o número de obesos e culmina em mais desperdício de comida, pois muitos não conseguem terminar suas refeições.

Para refrear o problema, algumas universidades nos EUA decidiram implantar o sistema de comida por quilo nas praças de alimentação. Com a medida, uma universidade jogou fora 13 toneladas a menos de comida e conservou mais de cem litros de água ao ano.

Em outras partes do mundo, o desperdício também é preocupante: na China, 32 bilhões de dólares válidos em comida são jogados fora. Nos países da África Subsaariana, onde os agricultores ganham menos de dois dólares por dia, as perdas na produção alimentar chegam a quatro bilhões de dólares por ano. Na Nigéria, um professor desenvolveu um sistema de resfriamento por evaporação, que pode preservar frutas e legumes sem refrigeração e conservar os alimentos por mais tempo. Com informações da Rádio ONU.

Redação CicloVivo

- Publicidade -