Garrafas PET, embalagens longa-vida e canos de PVC. Estes são os componentes básicos para a construção do aquecedor solar desenvolvido pelo catarinense José Alcino Alano. Ele pode ser a salvação para as baixas temperaturas e o alto gasto energético consumido nas residências durante o inverno.

Renda extra

O passo do sistema criado por Alano já foi compartilhado em muitos projetos, inclusive os que visam a capacitação de pessoas para produzir e instalar o aquecedor solar. A única ressalva é que ele não seja fabricado em escala industrial por empresas, afinal, desta forma perderia a chance de ser um complementador de renda para quem realmente precisa.

Como funciona

Foto: Arquivo Pessoal

Além de reaproveitar embalagens que seriam descartadas, o sistema tem como princípio de funcionamento o termossifão. Nada mais é que um conjunto de coletores ligados a um depósito bem isolado e posicionado a um nível mais alto do que os colectores.

Enquanto os coletores convencionais são feitos de tubos de cobre ou alumínio, neste caso são usados tubos e conexões de PVC. Já as garrafas PET e as caixas Tetra Pak substituem a caixa metálica, o painel de absorção térmica e o vidro. “A caixa metálica com vidro ou as garrafas PET têm como função proteger o interior do coletor das interferências externas, principalmente ventos e oscilações da temperatura, criando um ambiente próprio. O calor absorvido pelas caixas Tetra Pak, pintadas de preto fosco, fica retido no interior das garrafas e é transferido para a água pelas colunas de PVC, também pintadas de preto”, explica o manual.

Veja aqui todo o sistema de aquecimento solar.