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cachorros gatos frio
Foto: Pixabay

As temperaturas estão caindo e o corpo dos animais de estimação, assim como acontece com os humanos, sente as mudanças climáticas. O ar mais seco pode ocasionar problemas respiratórios e animais de mais idade podem sentir desconforto nas articulações com o frio. Por isso, todos os cuidados que os tutores já tomam com seus cães e gatos durante o ano devem ser intensificados para mantê-los saudáveis.

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Os animais idosos são os que mais sofrem. Eles têm artrite, artrose e problemas de coluna, como hérnia de disco, e podem sentir dores intensas nos dias frios. Também, com o passar dos anos de vida, há uma diminuição da massa muscular e a camada de gordura fica um pouco menor. Isso dificulta a manutenção da temperatura corporal dos pets. 

Foto: Harrison Kugler | Unsplash

De um modo geral, as baixas temperaturas fazem cair a imunidade de qualquer animal. Neste caso, é preciso ficar atento, independentemente da idade, a problemas respiratórios, pneumopatias, gripes e resfriados, além de doenças do complexo respiratório em felinos. Por isso, a importância de manter visitas regulares ao médico-veterinário e todas as vacinas em dia.

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“Alguns animais têm predisposição a ter doenças do trato respiratório superior e maior propensão a ter pneumonia se ficarem ao relento, fora da casa, com ar frio”, explica a veterinária Rosangela Ribeiro Gebara, da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). 

Foto: Thewonderalice | Unsplash

“Nos dias mais frios, evite os banhos”, recomenda a profissional. Se for inevitável, a orientação é que seja um banho com água morna. Em seguida, os pelos do animal devem ser bem secos e ele não deve ser exposto ao vento. 

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Segundo Rosangela, é muito importante que o pet não fique em área aberta, sem proteção. “Os animais sofrem com a queda de temperatura assim como nós. Eles têm que ter uma casinha, uma caminha e uma proteção do piso.” 

Algumas raças de cães apresentam uma condição anatômica diferente, como os braquicefálicos – entre eles pug, shitzu, pequinês, buldogue inglês, buldogue francês, lhasa apso e boxer –, e isso pode gerar um desconforto respiratório maior nessas épocas mais frias, explica o veterinário Eduardo Pacheco, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP. Em relação aos felinos, afirma ele, a raça persa tem mais predisposição a desenvolver alterações respiratórias.

Foto: Karsten Winegeart | Unsplash

Atenção aos sinais

Pacheco recomenda estar sempre de olho no comportamento do animal. Quando ele começa a apresentar alguma moléstia, seja respiratória ou não, normalmente começa pela hiporexia, ou seja, fica mais prostrado, o comportamento habitual muda, pode ter dificuldade de locomoção, tremores e falta de apetite, entre outros sintomas. 

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“Principalmente em relação a doenças respiratórias, podemos perceber espirros, tosse, com ou sem secreção, descarga nasal, dificuldade respiratória, estando atrelada a uma pneumopatia um pouco mais severa, um início de pneumonia. Muitas vezes o tutor confunde esse sinal de tosse com engasgo”, alerta o médico-veterinário.

Pet deve usar roupas?

Uma dúvida comum entre tutores de pets é se eles devem usar roupinhas. A resposta é sim, porém com ressalvas. A preferência é que sejam usadas apenas por animais de pelagem curta. O uso de roupas por animais de pelos longos pode desenvolver nós. 

“É preciso um cuidado especial, como não manter o bicho com a roupa o tempo todo e pentear os pelos regularmente”, orienta Pacheco. Segundo ele, os pelos têm função de regular a temperatura do corpo do animal, por isso ele não deve ser tosado completamente, ao menos nessa época.

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Foto: Flouffy | Unsplash

“Se for tosado, ele perderá um pouco dessa barreira de proteção e isso facilitará com que tenha trocas bruscas de temperatura e sofra com o frio”, explica o médico-veterinário do CRMV-SP. Isso pode gerar ainda uma baixa de imunidade e o animal ficará mais suscetível a desenvolver problemas, como os respiratórios.

As roupas também devem ser confortáveis. Elas não podem limitar a locomoção e a movimentação do animal, recomenda a veterinária Rosangela. “Pense sempre na utilidade da roupinha, e não na estética”, recomenda. 

A peça deve ser colocada no animal apenas nas horas mais frias. “Sempre use roupinhas higienizadas, para evitar problemas de pele, fazendo a troca quando sujas ou úmidas”, complementa Rosangela. 

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Os cães costumam aceitar melhor as roupinhas. Os felinos, porém, não se adaptam muito bem, destaca Pacheco. “É preciso ter muito cuidado, porque eles podem morder, desfiar ou engolir algum penduricalho e originar um corpo estranho, necessitando de cirurgia para retirada.”

Foto: Alec Favale | Unsplash

Principais cuidados: 

  • A vacina da gripe deve estar sempre em dia;
  • Aumente a alimentação entre 10% e 20% do que ele normalmente come nas outras épocas do ano, por conta do gasto energético que necessita para manter a temperatura do corpo;
  • Utilize um nebulizador no local onde o animal dorme, para ajudar a manter as vias aéreas mais hidratadas;
  • Evite passeios nas horas mais frias e de ventania;
  • Agasalhe o animal;
  • Mantenha a temperatura interna da casa controlada;
  • Evite a automedicação, pois pode representar risco de vida para cães e gatos;
  • Ao menor sinal, procure o atendimento clínico veterinário, para evitar um tratamento mais dificultoso e oneroso.