Os deficientes auditivos que visitarem a Reserva Biológica (Rebio) União, no Rio de Janeiro, terão em breve o auxílio de guias na Trilha Interpretativa Inclusiva. A Unidade de Conservação (UC), que recebe apenas visitantes com objetivo educacional, sediou e participou entre os dias 28 e 30 de janeiro do "1º Encontro de Organização do Curso de Formação de Guias Surdos para Interpretação Ambiental".

O objetivo do primeiro encontro foi conhecer a Mata Atlântica por meio da Trilha Interpretativa Inclusiva, conhecida como trilha do Pilão. Os técnicos do "Projeto Surdos" criarão um "Glossário de termos científicos em Libras" para interpretação ambiental. Posteriormente, será organizado um curso de formação de guias surdos locais para interpretação ambiental da trilha e um curso experimental para estudantes surdos do ensino médio da região, que poderão ter contato direto e dinâmico com a ciência.

"A iniciativa de trazer este projeto para a região é de aproximar dois mundos hoje distantes: o do deficiente auditivo e o da interpretação da natureza", destacou Whitson José da Costa, chefe da Reserva Biológica União. A previsão é de que a visita com guias para deficientes auditivos tenha início já no início do segundo semestre deste ano.

Trilha Interpretativa Inclusiva

A trilha inclusiva foi criada com o objetivo de incluir pessoas da região, que apresentam alguma deficiência. Para isso, foram realizadas obras que tornaram acessíveis as instalações do Centro de Vivências e a trilha interpretativa da UC e contratado um profissional que está responsável por levantar e visitar todas as instituições que trabalham com pessoas com deficiência da região, divulgando a trilha inclusiva e incentivando-as a conhecê-la. Esse profissional também está capacitado para conduzir as pessoas com deficiência na trilha.

Todas essas ações foram possíveis a partir de uma parceria firmada entre Instituto Chico Mendes, Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA/RJ) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

A trilha está localizada na região das baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo a proteção e conservação da Mata Atlântica de baixada e de encosta da região, habitat do endêmico e ameaçado mico-leão-dourado.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.