memorial parque do carmo
Foto: Leon Rodrigues | Secom
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No dia em que a cidade de São Paulo completou 467 anos, última segunda-feira (25), a prefeitura inaugurou o primeiro memorial em homenagem às vítimas do novo Coronavírus. Além do plantio de árvores nativas da Mata Atlântica, o espaço – instalado no Parque do Carmo – conta com uma escultura que foi doada pelo Ministério Público de São Paulo, em parceria com Projeto Hígia Mente Saudável.

“A Prefeitura de São Paulo sentia uma necessidade de prestar uma homenagem às famílias e pessoas que foram vítimas dessa doença tão trágica, que é a Covid. Por isso iremos fazer este memorial, que talvez sirva não só para a cidade de São Paulo, mas para o Estado e para todo o mundo. A árvore significa a vida, e nós iremos fazer o plantio em alguns parques, de acordo com a mata nativa de São Paulo”, afirmou o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

O memorial representa a resiliência e a solidariedade humana, oferecendo um espaço físico de reflexão. O espaço convida os frequentadores do parque para um momento de esperança. Por isso, o ipê branco foi o símbolo eleito para representar esse momento vivenciado pela humanidade, dado seu caráter resiliente, contemplativo e medicinal.

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Plantio homenagem

Até o momento foram plantadas 3.338 mudas no Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo e outras 3.303 no Parque do Carmo, totalizando 6.641 árvores de espécies nativas: araçá, ipê-branco, jequitibá-branco, aroeira-pimenteira, pitanga, goiaba, jabuticaba, paineira, cereja-do-rio-grande, uvaia, jatobá. Todas as mudas são provenientes do Viveiro Harry Blossfeld.

A diretora da Divisão de Arborização Urbana da SVMA, Priscilla Cerqueira, ressalta a importância dessa homenagem: “nesse momento tão delicado que passamos, o plantio de árvores representa um carinho e respeito às famílias das vítimas, é uma lembrança viva dessas pessoas, presente ali no Parque, um bosque arborizado que logo estará com flores e frutos”.

Para dar representatividade ao Memorial, a Prefeitura de São Paulo recebeu a doação de uma escultura feita pelo Programa Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos (AVARC), do Ministério Público de São Paulo, e pelo Projeto Hígia Mente Saudável. A obra foi idealizada pela promotora Celeste Leite dos Santos, pela oficial do cartório de registro civil de Americana, Fátima Ranaldo, e teve contribuições do promotor de justiça Sílvio Antonio Marques.

O monumento conta com uma cápsula do tempo, onde pessoas de todo o mundo poderão deixar mensagens de condolência e contar suas experiências no enfrentamento ao Coronavírus. As mensagens recebidas serão codificadas e transformadas em cápsulas, que serão depositadas na base da obra, contando a história daqueles que se foram e mensagens de condolências daqueles que perderam um ente querido. As cápsulas serão lacradas na base do monumento memorial pelo período de 100 anos, para que se tenha uma memória fidedigna da pandemia para as futuras gerações. 

Clique aqui e saiba como registrar a sua memória.

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