Uma iniciativa criada no Morro da Babilônia, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, ensina os moradores da região a aproveitar os alimentos em sua totalidade. O projeto surgiu em 2011 e foi batizado de Favela Orgânica.

Através das aulas, eles aprendem a aproveitar sobras de alimentos na cozinha ou como adubo para pequenas hortas. Duas vezes por semana, a população se reúne na Associação de Moradores do Morro da Babilônia para criar e testar receitas com os alimentos aproveitados da feira.

A proposta é ensinar receitas simples, baratas e saborosas. Eles aprendem desde bolo de cascas de maracujá e de banana, a pastas de talo de agrião com requeijão e sanduiches de couve com queijo.

A iniciativa é da empreendedora Regina Tchelly, que adquiriu experiência na cozinha trabalhando como empregada doméstica. Atualmente, as feiras são as maiores fornecedoras de matéria-prima. Há também donos de bares e lanchonetes que doam os alimentos que seriam descartados.

Em sua rede social, o Favela Orgânica se descreve como um projeto que compreende o “círculo do alimento”. Além do aproveitamento dos alimentos em sua totalidade, a iniciativa alia permacultura, consumo consciente, nutrição, gastronomia alternativa, produção de horta urbana e integração com outros projetos que compartilham dos mesmos valores.

De uma simples ação na comunidade, a iniciativa tornou-se uma oportunidade de negócio. Em pouco tempo, o projeto social virou um bufê. O serviço é muito procurado, principalmente, para encontros, cafés da manhã e eventos corporativos. Mesmo assim, ainda ocorrem as oficinas de gastronomia alternativa na associação de moradores.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.